Manifestantes fazem ato em Fortaleza no 8 de janeiro em defesa da democracia
Manifestação registrou gritos de "sem anistia", além de faixas com críticas ao presidente estadunidense Donald Trump
Manifestantes de Fortaleza se reuniram nesta quinta-feira, 8, na Praça do Ferreira, no Centro da Capital, em um ato pela defesa da democracia. O evento relembrou os três anos do 8 de janeiro, data em que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram e depredaram as sedes do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília.
No local, foi possível ver faixas e camisas com as frases “sem anistia” ou “Congresso inimigo do povo” escritos, além de bandeiras com a foto do presidente Lula (PT). Alguns manifestantes também seguravam bandeiras da Venezuela e placas com críticas ao presidente estadunidense Donald Trump.
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A Praça do Ferreira reuniu militantes e políticos, entre eles o deputado estadual Guilherme Sampaio (PT), líder do governo na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece). O petista considerou que o veto de Lula ao Projeto de Lei (PL) da Dosimetria, assinado nesta quinta em Brasília, atende a expectativa do povo brasileiro.
“O veto do presidente Lula ao Projeto da Dosimetria vai ao encontro do que espera o povo brasileiro, que não quer passar a mão na cabeça de quem cometeu crimes contra a democracia. Ao contrário, quer fortalecer cada vez mais a democracia, porque é nela, com todas as suas imperfeições, que a gente conquista os direitos, como nós queremos conquistar agora o fim da jornada 6x1”, considerou.
O presidente assinou o veto ao projeto durante a Cerimônia em Defesa da Democracia, realizada no Palácio do Planalto. O veto deverá ser analisado pelo Legislativo, que está de recesso neste mês e decidirá se derrubam ou não a decisão do presidente.
O pré-candidato ao Governo do Ceará pelo Psol e professor Jarir Pereira também marcou presença na Praça do Ferreira nesta quinta. Jarir destacou a importância do ato para reafirmar a democracia e criticou a aprovação do PL no Congresso Nacional em dezembro. O militante também falou sobre a invasão dos Estados Unidos à Venezuela, em operação militar no último sábado, 3.
“Hoje é dia de defender a democracia, mas também é dia de defender a América Latina, porque houve uma invasão militar dos Estados Unidos à Venezuela. As pessoas podem ter qualquer dúvida sobre qual é o caráter do governo do Maduro, mas não pode ter dúvida de que Maduro foi sequestrado pelos Estados Unidos, ele e a sua esposa, e precisam ser libertados”, frisou.
O deputado estadual De Assis Diniz (PT) enfatizou a importância de lembrar do 8 de janeiro “para que a memória não seja esquecida”. O petista também criticou a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro e apontou a necessidade de debater o tema.
“A América e o hemisfério sul passam por um momento muito complexo. O que nós assistimos com o sequestro de um presidente, e aqui ditadura seja de esquerda e de direita é ditadura, mas não dá o direito de um país invadir outro e sequestrar o seu presidente. Esse é o momento para a gente trazer para o debate político, um momento complexo que nós vivenciamos. Considero fundamental que a gente possa em praça pública debater, repercutir nas nossas redes sociais e se constituir um polo de defesa da democracia, do Estado Democrático de Direito, mas, sobretudo, das nossas instituições”, afirmou.
O evento em Fortaleza nesta quinta-feira também contou com as presenças dos vereadores Adriana Almeida (PT) e Gabriel Biologia (Psol), o Secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social Inácio Arruda, o presidente do PT Ceará, Antônio Filho, o Conin, além de outros líderes partidários e representantes.