Ciro Gomes diz que existe "Partido do Palácio da Abolição

Ex-presidenciável defendeu que a intervenção nacional seria para sanar "baderna" na instancia cearense do partido

O ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) fez nesta sexta-feira, 10, duras críticas ao bloco governista do PDT. 

“A grande questão básica é que eu já fui chefe desse partido, o Partido da Abolição. O PDT tem um problema interno que é a coisa da história do Ceará".

Seja assinante O POVO+

Tenha acesso a todos os conteúdos exclusivos, colunistas, acessos ilimitados e descontos em lojas, farmácias e muito mais.

Assine

Em evento nesta manhã na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), Ciro apontou o líder do governo Elmano de Freitas (PT), Romeu Aldigueri, como um “exemplo” da situação.

“Quando o Cid ganha a eleição, ele passa a ser cidista de carteirinha, depois é o Camilo e ele passa a ser camilista de carteirinha. Agora é elmanista de carteirinha e vai ser fulanista. É uma coisa que acontece”. O deputado foi procurado, mas preferiu não se pronunciar sobre a fala de Ciro. 

O processo de intervenção nacional da sigla no Ceará, no qual ele teria puxado”coro” em reunião, seria para evitar que o PDT “confundisse as linhas” e se tornasse uma “baderna” que atende “propósitos”.

Ciro, no entanto, negou que "pessoalmente" tenha pedido a intervenção que tirou seu irmão Cid da presidência do PDT Ceará e teria pedido apenas uma "providência" da nacional quanto à crise na sigla. Conforme ata da reunião do dia 27 de outubro, o ex-presidenciável foi o primeiro a mencionar o início do procedimenrto, apontando como medida de "a única forma de conciliação" no caso.

"Suponha uma organização com hierarquia, estrutura, regimento, estatuto e programa e, de repente, numa sessão, começa a mandar para Justiça confusão para cá, para lá e tal. O que a direção nacional deve fazer? É tão simples, tão trivial. Não fui eu que formalizei nada. Nós pedimos uma providência", ressaltou.

Ciro faz novas críticas a Camilo 

O ex-governador iniciou novas críticas ao ministro da Educação, Camilo Santana, que tem sido alvo de outras alfinetadas nas últimas semanas. “O Camilo Santana quer instalar uma ditadura no Ceará. Ele é do PT, está tentando destruir as tradições internas do PT. Problema deles, mas é do que se trata”, afirmou.

“Veja a confusão deles lá, querendo tirar o Evandro Leitão do PDT para ser o candidato a prefeito do PT no dia seguinte. E tem alguma tradição do PT que aceita isso? Problema deles. Mas ele é do PT e o pai é o chefe da comissão provisória do PSB. Vocês não estão vendo isso não? Nós estamos”, complementou.

Esta não é a primeira vez que Ciro critica Camilo. No último dia 7, o pedetista se referiu ao ministro da Educação como "a maior decepção", durante uma transmissão ao vivo. Na oportunidade ele acusou Camilo de ser "o maior traidor da história".

"O atual ministro da Educação, que é um cearense aqui ilustre, para mim é a maior decepção, maior traidor da história. Enfim, esse é um assunto paroquial aqui, autorizou a abertura de 95 novos cursos de Medicina todos privados", disse.

A fala ocorreu após Ciro ser questionado sobre a decisão do Ministério da Educação (MEC) de abrir novos cursos de Medicina em todo o país. Antes de responder à indagação, ele fez menções ao petista, de quem já foi aliado mas que atualmente integram grupos distintos na política local e nacional. (colaboraram Carlos Holanda, Luíza Vieira/especial para O POVO e Thays Maria Salles)

 

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

ciro romeu aldigueri elmano

Os cookies nos ajudam a administrar este site. Ao usar nosso site, você concorda com nosso uso de cookies. Política de privacidade

Aceitar