Em diálogo com Haddad, presidente do Banco dos Brics pode renunciar e Dilma assumir

Caso Marcos Troyjo, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), renuncie, Lula deve indicar Dilma Rousseff (PT) para o cargo.

Marcos Troyjo, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), ou Banco do Brics, vem debatendo uma possível renúncia do cargo. Seu mandato termina em 2025, mas divergências com o atual Governo Federal podem o fazer encurtar o tempo de sua posição.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, iniciou conversas com Troyjo tentando o convencer a renunciar à presidência do Banco. Caso renuncie, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve anunciar a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) para o cargo.

O ministro da Fazenda já teve pelo menos duas conversas com Troyjo, diz a coluna. Segundo parte da equipe do Ministério, o próprio presidente do Banco do Brics pode renunciar por perceber o ambiente de conflito que pode se criar caso permaneça no cargo. Marcos Troyjo foi indicado por Paulo Guedes, então ministro da economia, para ser o presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2020.

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Antes disso, Troyjo assumiu a secretaria especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, também por indicação do ministro Paulo Guedes.

Quando Jair Bolsonaro (PL) chegou à Presidência da República, ele foi convidado pelo então ministro Paulo Guedes para assumir a secretaria especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia.

Outras fontes de Lula não consideram que Troyjo deixará a presidência do Banco. Nesse caso, o Governo Federal deve forçar a sua saída, propondo sua exoneração aos demais países.

Marcos também fundou o BricLab, centro de estudos sobre os Brics na Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos. Ele é economista, cientista político e diplomata.

A sede da instituição fica em Xangai, na China, e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) não havia demonstrado vontade de aceitar o cargo de presidente por conta da distância entre o Brasil e a sede, que seria cerca de 30 horas de viagem da capital chinesa ao Brasil.

Porém, admitiu que deve aceitar o cargo devido às circunstâncias atuais do Brasil com os outros países.

O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Banco dos Brics, remete ao grupo de países que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

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