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Criticos apontam contradição em Moro por negativa em revelar quanto recebeu de empresa

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, a crítica se deve ao discursos de transparência e anticorrupção proferidos pelo ex-ministro da Justiça
13:57 | Jan. 25, 2022
Autor Filipe Pereira
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Filipe Pereira Repórter de Política
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Tipo Notícia

Adversários políticos do pré-candidato ao Planalto Sérgio Moro (Podemos) apontam contradição por parte do ex-juiz após ele ainda não revelar quanto recebeu da empresa Alvarez & Marsal. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, a crítica deve ao discursos de transparência e anticorrupção proferidos pelo ex-ministro da Justiça.

O grupo avalia que, em 2016, com o mesmo discurso que ainda não cumpriu, Moro foi o responsável por quebrar sigilos do ex-presidente Lula (PT) e de sua empresa de palestras para saber quem o remunerava. Ele também defendeu o mesmo argumento ao publicar conversa entre Lula e Dilma e levantou o sigilo da delação de Antonio Palocci.

"Publicidade e transparência são fundamentais para a ação da Justiça e não deve o juiz atuar como guardião de segredos sombrios de agentes políticos suspeitos de corrupção", disse Moro, sobre o caso Palocci, lembra a Folha. No mesmo ano, ao levantar o sigilo sobre os procedimentos que envolviam Lula na Lava Jato, o ex-juiz disse que buscava "garantir transparência e ampla defesa".

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Também em 2016, o presidenciável retirou o sigilo de interceptações telefônicas de Lula que envolviam conversas com a então presidente Dilma. Ele disse que a ação propiciaria "não só o exercício da ampla defesa pelos investigados, mas também o saudável escrutínio público sobre a atuação da Administração Pública e da própria Justiça criminal."

"A democracia em uma sociedade livre exige que os governados saibam o que fazem os governantes, mesmo quando estes buscam agir protegidos pelas sombras", defendeu Moro.  Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo nesta segunda-feira, 24, o ex-ministro disse que vai divulgar o valor de seu salário, mas não agora, pois não pretende ser curvar, segundo ele, ao abuso do Tribunal de Contas da União (TCU).

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