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"Moro encheu o bolso de dólar e agora está sendo investigado", dispara Ciro

O pedetista afirmou que o ex-juiz da Lava Jato se beneficiou financeiramente dos julgamentos que conduziu no âmbito da operação, no tempo em que atuava na 13ª Vara Federal de Curitiba
16:29 | Jan. 24, 2022
Autor Maria Eduarda Pessoa
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Tipo Notícia

Durante entrevista ao jornalista José Luiz Datena, o pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) falou das suas impressões sobre o ex-juiz, Sérgio Moro (Podemos), contra quem disputa lugar na chamada "terceira via".

Ele repetiu pregação contra o ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL), mas deixou para Sérgio Moro sua crítica inflamada.

O pedetista afirmou que o ex-juiz da Lava Jato se beneficiou financeiramente dos julgamentos que conduziu no âmbito da operação, no tempo em que atuava na 13ª Vara Federal de Curitiba.

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Ciro lembrou que Moro julgou processos contra a Odebrecht e mais tarde, já como ex-ministro do governo Bolsonaro, foi trabalhar para a banca de direito americana que atuou no processo de recuperação judicial da empresa, que acumulou dívidas em razão dos desdobramentos do esquema de corrupção julgado pelo ex-juiz.

Ciro insinuou que Moro ajudou a quebrar a empresa propositalmente para depois trabalhar com quem administrou o processo falimentar da companhia. Ele cobrou que o ex-juiz divulgue o quanto ganhou do escritório americano Alvarez & Marsal e mencionou a investigação em curso no Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o caso.

“Moro encheu o bolso de dólar e agora está sendo investigado e não diz o quanto ganhou. Por que ele não diz? Por que ele não explica que foi trabalhar para uma multinacional americana, cuja a sede é em Nova Iorque, e ele foi trabalhar em Washington?”, disse Ciro.

Em dezembro do ano passado, o TCU determinou que o escritório Alvarez & Marsal revele quanto pagou ao ex-juiz Sérgio Moro depois que ele deixou a empresa, em outubro deste ano, para iniciar carreira na política. 

O MP defende que a investigação é necessária, pois Moro proferiu decisões judiciais e orientou as condições para celebração de acordos de leniência da Odebrecht, empresa alvo da Lava-Jato e, logo em seguida, foi trabalhar para a consultoria que faz a administração da recuperação judicial da mesma empresa.

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