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Camilo: "Intrigas que tentam colocar entre PT e PDT não vão vingar"

Setores petistas defendem um palanque próprio do PT para apoiar a candidatura de Lula a presidente
17:23 | Dez. 09, 2021
Autor Érico Firmo
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Érico Firmo Editor e Colunista
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Tipo Notícia

O governador Camilo Santana (PT) demonstrou confiança na manutenção da aliança que governa o Ceará, que tem como eixo central PT e PDT. Setores petistas, sobretudo os deputados federais José Airton Cirilo e Luizianne Lins, defendem um palanque próprio para apoiar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a presidente. Na base aliada, Camilo deverá ser candidato ao Senado e abrir espaço para o PDT indicar quem concorrerá a governador. Nacionalmente, os pedetistas têm Ciro Gomes como nome para presidente. Porém, Camilo não considera que o cenário nacional atrapalha o plano local.

"No Estado, tá cada vez mais consolidada, mais sólida, mais forte a aliança do PT com o PDT. Disso eu não tenho dúvida. Vamos dialogar e continuar dialogando com todos os partidos da base aliada do governo. As intrigas que tentam colocar entre o PT e o PDT, elas não vão vingar, porque o que está acima de tudo é um projeto que tem sido construído ao longo do tempo", disse o governador na tarde desta quinta-feira, 9, na inauguração do Centro de Estudos, Enfermaria e Setor de Endoscopia do Hospital e Maternidade José Martiniano de Alencar (HMJMA).

"Não estamos falando aqui de projetos individuais, não é o projeto do Camilo, não é o projeto da Izolda (Cela, vice-governadora), não é o projeto do Cid (Gomes, senador). São políticas de Estado que têm feito o Ceará avançar, mesmo diante de crises e mais crises", disse Camilo, acrescentando: "Tô falando de um projeto de Estado que está em curso e que eu e a Izolda hoje representamos, lideramos esse processo no Ceará. E precisa continuar corrigindo os seus defeitos, avançando com sinceridade, com franqueza, com diálogo acima de tudo."

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Apesar da defesa do projeto, Camilo reconhece "desafios enormes". Entretanto, elenca conquistas. "O Ceará tem se destacado na educação, o Ceará tem se destacado na saúde, na na infraestrutura, na geração de emprego. Na própria segurança, eu tenho recebido aqui visitas de vários estados brasileiro vindo conhecer a estrutura hoje de segurança do Ceará. Sei que isso é um desafio, um desafio enorme. E precisa de muito foco, muito planejamento, muita determinação, muita parceria, muita integração."

Embora o PT ocupe hoje a cadeira de governador, é o PDT o maior partido e a maior força política do Ceará. A escolha de Camilo para concorrer ao comando do Poder Executivo, em 2014, passou por pragmatismo. O objetivo era neutralizar o possível apoio de Lula a Eunício Oliveira, que era candidato de oposição pelo então PMDB, hoje MDB, e era o principal aliado do PT na eleição nacional, com Michel Temer como vice de Dilma Rousseff (PT). Em 2018, a conciliação dos palanques nacionais de PT e PDT no Estado já deu trabalho a Camilo.

Apesar das pressões, nomes que têm a hegemonia do partido no Estado, como o deputado federal José Guimarães, são a favor da manutenção da aliança.

Já o senador Eunício Oliveira (MDB), embora aliado de Camilo, afirma que aceitará ser candidato a governador se o PT quiser dar um palanque estadual para Lula e se estiver presente na chapa dele.

União Brasil

A respeito do novo União Brasil, que surgirá da fusão entre DEM e PSL, o governador disse que fará o possível para manter a legenda sob controle aliado. "Nós vamos trabalhar para isso, nós vamos trabalhar aquilo que for preciso para que o União Brasil esteja sob a liderança dos nossos aliados. Nós vamos trabalhar pra isso, colocar à disposição para isso, porque é um partido importante aqui para o Ceará."

Tem sido travada disputa entre o comando local do DEM, a cargo do senador em exercício Chiquinho Feitosa, aliado do governo, com o deputado federal Capitão Wagner (Pros). Nesta semana, o futuro presidente nacional do União Brasil, deputado Luciano Bivar (PSL-PE), disse que Wagner irá controlar a legenda no Estado.

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