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Ronivaldo já foi alvo de processo por violência contra mulher, diz juiz

Outros procedimentos foram referentes a suposto crime de ameaça, afirma juiz que determinou prisão preventiva
16:44 | Nov. 30, 2021
Autor Carlos Holanda
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Carlos Holanda Repórter
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Tipo Notícia

Não é a primeira vez que o vereador de Fortaleza Ronivaldo Maia (PT) se vê às voltas com questões envolvendo violência contra mulher. A decisão do juiz Cláudio Augusto Marques de Sales, que converteu prisão flagrancial em preventiva - sem tempo determinado para soltura; ocorre quando os pressupostos da prisão em flagrante são considerados corretos -, afirma que o petista, embora tecnicamente primário e sem processos contra si, já foi alvo de procedimento para apuração de crimes "no âmbito da violência doméstica, o que evidenciar (sic) não ser essa a primeira vez que ele é apontado como ator de crimes dessa natureza."

"Esses fatos recomendam redobradas cautelas na atuação do poder judiciário por ocasião da apreciação da comunicação da prisão do autuado, posto que enquanto aqueles procedimentos revelam a possível existência de crime de ameaça, este procedimento noticia à sua intenção deliberada em atingir a integridade física da vítima", adiciona o juiz na decisão à qual O POVO teve acesso. A decisão não especifica a quantidade exata de procedimentos anteriores.   

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A audiência de custódia do parlamentar ocorreu nesta terça-feira, 30, com a manutenção da prisão. Ronivaldo está na Delegacia de Capturas, no bairro José Bonifácio. Ainda de acordo com a decisão, a vítima agredida pelo parlamentar teve escoriações com edemas envolvendo braços, cotovelo, antebraço esquerdo, coxa esquerda, mão direita, mama esquerda e outras partes do corpo. 

Os ferimentos fundamentaram a decisão do magistrado pela prisão preventiva, como modo de "garantia da integridade física da vítima e seus familiares de novos atos de violência pelo autuado". Nas palavras de Marques de Sales, a vítima disse em depoimento à delegada que não iria representar contra Ronivaldo, nem pedir a aplicação de medidas protetivas por ele ser uma pessoa pública.

Diferentemente do que afirmou em nota a Secretaria de Segurança Pública do Ceará (SSPDS), o caso ocorreu no bairro Granja Portugal, não no Conjunto Ceará. Os bairros são vizinhos. 

"Acidente" 

Ainda segundo a decisão, Ronivaldo Maia inicialmente alegou à Polícia Militar se tratar de um acidente, provocado pela vítima que estaria pendurada no limpador do para-brisa do automóvel. As testemunhas se contrapuseram à versão. Uma testemunha relatou que a vítima quebrou o limpador de vidros do carro, ao que o parlamentar acelerou e ela não conseguiu se segurar.

Colaborou Demitri Túlio

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