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Presidente do PSDB diz que Wagner "precisa sair do corporativismo" e "estudar mais o Ceará"

Segundo Luiz Pontes, antigo aliado do deputado federal, o pré-candidato ao governo pela oposição para 2022 transmite preocupação pelo seu envolvimento com policiais militares no Ceará
05:19 | Set. 29, 2021
Autor Filipe Pereira
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Filipe Pereira Repórter de Política
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Tipo Notícia

Aliado do deputado federal Capitão Wagner nas campanhas eleitorais passadas, o presidente do PSDB no Ceará, Luiz Pontes, disse ao programa Jogo Político que se preocupa com "a questão do corporativismo" envolta do parlamentar, agora pré-candidato da oposição ao governo estadual em 2022. Em entrevista ao Jogo Político, o dirigente disse que Wagner "precisa estudar mais o Ceará" e se afastar de questões que envolvem os policiais militares. 

Sobre um possível apoio a Wagner no próximo ano, Pontes disse discutir a relação, mas ponderou: "Eu vejo o Wagner já em duas eleições onde ele não alcançou sucesso, e ele hoje tem se cercar e estudar mais o Ceará e sair da questão do corporativismo. Isso nos preocupa, essa questão de greve, de polícia. O Capitão Wagner hoje, enquanto ele perde tempo em atacar A, B ou C, ele deveria olhar mais a questão a educação e da saúde. Não vi nenhum movimento do Capitão Wagner em relação a saúde quanto à pandemia que sofremos". 

Em 2016, o PSDB sacramentou uma aliança com Wagner, então candidato pelo PR, para as eleições a Prefeitura de Fortaleza. A união teve finalmente o aval do senador Tasso Jereissati.  Aliado no Ceará do presidente Jair Bolsonaro, Wagner é atualmente o maior nome de oposição ao governador Camilo Santana (PT) e ao futuro candidato que deve ser apresentado pelo grupo dos Ferreira Gomes para a disputa do Executivo estadual em 2022. Hoje, nomes do PSDB, como a do senador Tasso Jereissati, antigo aliado do parlamentar, mantêm uma forte oposição ao presidente da República, principalmente através da sua atuação na CPI da Covid no Senado. 

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Em agosto deste ano, contrariados com os movimentos de Tasso em se reaproximar dos irmãos Cid e Ciro Gomes (PDT), vereadores bolsonaristas atacaram o líder tucano, durante sessão ordinária na Câmara Municipal de Fortaleza. No mesmo mês, e senador afirmou ser favorável a uma possível candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a eleição presidencial do próximo ano, principal adversário de Bolsonaro. 

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Na última semana, o secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, Sandro Caron, reforçou a disputa entre os grupos políticos e acusou o líder da oposição envolvimento no motim de policiais militares em fevereiro de 2020. Juntas, as polêmicas já possuem a capacidade colocar em questão um possível apoio do PSDB ao nome de Wagner, embora o histórico do partido com o deputado fosse de maior empatia. 

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