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Primeira biografia sobre Lula será lançada em novembro

O livro vai passar por momentos históricos da vida do político pernambucano, como as greves do ABC Paulista, a fundação do PT, a primeira campanha eleitoral, até a prisão, em 2018, e as posteriores anulações das condenações judiciais
20:23 | Set. 13, 2021
Autor Carlos Holanda
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Carlos Holanda Repórter
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Tipo Notícia

Já está pronto para ir às livrarias o primeiro volume da primeira biografia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pela editora Companhia das Letras. A obra está em pré-venda e é assinada pelo jornalista, escritor e ex-deputado estadual Fernando Morais. Será lançada em novembro deste ano.

"Desde 2011, Fernando Morais ganhou acesso direto, franco e frequente a Lula", diz a sinopse disponível no site da editora sobre o processo de construção do livro. "A essas dezenas de horas de depoimentos, somou o faro de repórter e a prosa cativante para compor projeto biográfico que traz um painel do personagem em toda sua grandeza e complexidade."

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Em 416 páginas, "entre uso de recuos e avanços cronológicos", o livro passará pela infância do pernambucano, pelo sindicalismo e as greves de operários no ABC Paulista. Também pela fundação do Partido dos Trabalhadores, pela primeira campanha eleitoral e, finalmente, pela prisão e posterior anulação das condenações judiciais, em 2021. 

Biografia de Lula foi escrita pelo jornalista Fernando Morais, autor de Olga e Chatô, ambos pela Companhia das Letras.
Biografia de Lula foi escrita pelo jornalista Fernando Morais, autor de Olga e Chatô, ambos pela Companhia das Letras. (Foto: Companhia das Letras)

A Companhia das Letras publicou trecho exclusivo do livro, com bastidores do dia 7 de abril de 2018, quando Lula foi preso. Leia uma parte a seguir:

"No aeroporto paulistano, um incidente quase encrespou a operação. Ao contrário dos colegas, sempre respeitosos com o ex-presidente e seus advogados, o mal-encarado delegado Jackson Rimac Rosales Allanic, de traços faciais indígenas, chefe do caop (Comando de Aviação Operacional da pf), se dirigiu de maneira áspera a Zanin:

— Vamos ter que algemar o presidente.

Pela primeira vez viu-se o afável Cristiano Zanin elevar o tom de voz e responder com dureza:

— Nada disso! Não, senhor! Algemado ele não embarca. O senhor está violando o mandado de prisão, que veda expressamente a utilização de algemas em qualquer hipótese. Algemado o presidente não embarca.

O policial perdeu a parada, mas não a pose:

— Então levarei as algemas comigo durante o voo. Se for necessário elas serão utilizadas.

Zanin foi seco:

— Isso não será necessário, não acontecerá."

 


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