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Sem apreensões, eleição em Missão Velha é marcada por tranquilidade, afirma coronel

Em entrevista à Rádio CBN Cariri, o comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar em Juazeiro do Norte, Coronel Patrício Lima de Sant'ana, avaliou o pleito como pacífico
14:52 | Ago. 02, 2021
Autor - Filipe Pereira
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- Filipe Pereira Repórter Política
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As eleições complementares na cidade de Missão Velha, realizadas neste domingo, 1º, foram consideradas tranquilas e sem nenhum registro de apreensões. É o que avalia o comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar em Juazeiro do Norte, coronel Patrício Lima de Sant'ana, durante entrevista à Rádio CBN Cariri. 

Segundo o comandante, apesar da forte tensão política no pleito, que deu vitória para o candidato Dr. Lorim (PDT), o clima foi bastante pacífico. "Contamos com um efetivo policial militar de 101 homens para trabalhar no pleito, então não tivemos maiores problemas. Fizemos um planejamento que pudesse atender a todos os locais de votação. Inclusive, tivemos reforço da Polícia Federal, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros. Ou seja, todas as forças de segurança para garantir a execução do pleito dentro da localidade."

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Disputaram as eleições Fitinha, do PT e DR. Lorim, do PDT. As eleições na cidade foram determinadas pela Justiça Eleitoral após o diploma de Dr. Washington (MDB), eleito no ano passado, ter sido indeferido por decisão judicial.

O novo pleito contou com bastante movimentação e engajamento dos eleitores, sobretudo após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-aliado Ciro Gomes entrarem na disputa, declarando apoio a seus respectivos candidatos.

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Além da solicitação por parte do Poder Judiciário e Ministério Público, o esquema de segurança local já contava com um planejamento prévio, afirma o coronel. "A eleição é sempre acirrada. Os eleitores realmente ficaram na maior tranquilidade possível. A Polícia não precisou intervir em nenhuma solicitação, muito menos na comemoração por parte do partido vencedor", completa Patrício. 

Mesmo sob forte tensão, a votação também foi considerada tranquila pelo juiz eleitoral Djalma Dantas Sobreira. Neste domingo, agentes da PF encontraram material de campanha, mas como não havia distribuição no momento da apreensão, o material foi levado para o cartório eleitoral da cidade e não houve o registro de propaganda eleitoral irregular. (Colaboraram Carlos Viana e Carolina Parente)

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"Esquerda e direita têm medo de mim", diz Ciro Gomes

Eleições 2022
2021-08-02 14:45:00
Autor Vítor Magalhães
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O ex-ministro e provável presidenciável Ciro Gomes (PDT) divulgou vídeo nesta segunda-feira, 2, nas redes sociais, onde reforçou seu distanciamento da esquerda e da direita no País. Criticando ambos os espectros políticos que, segundo ele, tentam impedi-lo de se tornar presidente, Ciro alegou que ambos “têm medo” do seu projeto político.

“Há muito tempo tentam impedir que eu chegue à presidência. Me colocam todo tipo de armadilha e eu mesmo caminhei ingenuamente para alguma delas. Por que fazem isso?”, questiona, já respondendo na sequência: “Porque tanto a extrema direita quanto a extrema esquerda temem meu projeto. Esquerda e direita têm medo de mim”.

Na peça, Gomes diz ainda que os grupos não conseguem acusá-lo de três coisas: ser “corrupto”, “incompetente” e de “não ter propostas” de governo. “A esquerda e a direita sabem que, se eleito, minha forma de governar vai mudar a régua estreita que mede as velhas ideologias”.

A ênfase no distanciamento de ambos os lados reforça tentativa do pedetista de se firmar como nome da chamada terceira via eleitoral para 2022. Concorrendo a esse posto estão ainda nomes do PSDB, como os governadores João Doria (SP) e Eduardo Leite (RS).

Ciro Gomes vem postando ao longo deste ano diversas peças com críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os dois melhores colocados, até então, nas pesquisas eleitorais sobre a eleição presidencial do ano que vem.

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Guerra judicial entre Ciro e Eunício está longe de acabar

2021-08-01 22:52:00
Autor Carlos Mazza
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Tipo Análise

Ato do ex-senador Eunício Oliveira (MDB) em arrematar imóvel de Ciro Gomes (PDT), leiloado em sede de um processo por danos morais, está longe de ser o último episódio envolvendo os dois na Justiça. Apenas no último mês de julho, os ex-aliados moveram quatro novas ações um contra o outro no Judiciário cearense. O mais recente episódio ocorreu na última quarta-feira, 28, quando o emedebista entrou com uma ação cível e outra criminal contra Ciro por acusações feitas durante entrevista ao jornalista José Luiz Datena.

Na entrevista, realizada em março deste ano pela Rádio Bandeirantes, Ciro volta a acusar Eunício de ter recebido R$ 1 bilhão em contratos - que teriam ocorrido sem licitação - com a Petrobras durante o governo Lula (PT). Acontece que, em outras entrevistas recentes, Eunício tem dito que os tais contratos nunca existiram, e que o próprio pedetista já foi condenado em outras ações pela mesma acusação. Em tom de deboche, o ex-senador destaca que já moveu mais de 40 processos contra o líder do clã Ferreira Gomes.

O pedetista, no entanto, nem sempre fica do lado dos réus na disputa com Eunício. No início de julho, o presidenciável também entrou com duas ações, uma cível e outra criminal, contra o emedebista por conta de supostos crimes contra a honra. Na gravação, o ex-senador usa adjetivos como "canalha", "mentiroso" e "cínico", chegando a dizer que Ciro "é um verdadeiro batedor de carteira gritando `pega ladrão'".

Vai longe

As disputas entre Ciro e Eunício não são exatamente novidade na política cearense. Desde 2014, quando os dois líderes romperam politicamente na eleição de sucessão de Cid Gomes (PDT) no Governo do Ceará, ambos moveram quase 40 processos um contra o outro. O fato de Ciro aparecer como autor do processo, no entanto, costuma ser mais raro. Na maioria das vezes, foi Eunício quem processou o pedetista em ações por dano moral.

Em maio, o ex-ministro chegou inclusive a ser condenado a pagar R$ 100 mil ao emedebista por ter chamado ele de "corrupto". O caso ainda tem recursos em julgamento. Outros processos envolvem ataques e acusações diversas partindo de Ciro, desde "lambanceiro" a "pinotralha" - "uma mistura de Pinóquio com irmão Metralha", explica.

 

Agressões à vereadora

A Câmara Municipal de Fortaleza deve retornar do recesso nas próximas semanas. Oportunidade boa, portanto, de a Casa tomar postura mais incisiva sobre ameaças de morte sofridas pela vereadora Larissa Gaspar (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Casa. Caso teve resposta rápida da Polícia Civil do Ceará, que chegou ao suspeito de realizar as agressões cerca de 12 horas após do registro da ocorrência. A resposta do Legislativo, no entanto, pareceu pouco expressiva, diante da gravidade do caso. É preciso que a Câmara se manifeste, até para coibir novas situações.

Dança das cadeiras

Também de volta do recesso, a Assembleia Legislativa deve passar por uma série de mudanças ao longo dos próximos meses. Logo nesta semana, deverá assumir mandato na Casa o vereador e presidente do PT de Fortaleza, Guilherme Sampaio (PT), que ficará na vaga durante licença do deputado estadual Moisés Braz (PT).

PSD em alta

Eleição suplementar realizada ontem em Missão Velha consolidou mais uma vez o crescimento de Domingos Filho (PSD) como liderança política no Cariri. Durante a disputa de ontem, o líder maior do PSD no Ceará foi dos políticos que mais circulou pelo município, reunindo diversas lideranças da região. O bom desempenho representa avanço no plano de Domingos em ampliar a própria influência para além dos Inhamuns, berço político da família.

 

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Para Ciro Gomes, petista é 'passado, e não racional'

POLÍTICA
2021-07-31 08:13:11
Autor Agência Estado
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O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) disse, ontem, ao Estadão/Broadcast, que se considera o nome mais viável fora da polarização entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição de 2022. Segundo ele, Lula representa o "passado, fragmentado e não racional", enquanto Bolsonaro pode nem participar da disputa eleitoral. "Não tem nem partido político."
Ciro disse que a população brasileira vai se "surpreender" com as alianças que o PDT está articulando nos Estados com foco nas eleições do ano que vem. Para ele, o PT peca justamente na articulação política.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Lula age para garantir palanque no Ceará, base de Ciro Gomes

POLÍTICA
2021-07-31 08:13:00
Autor Agência Estado
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O pré-candidato do PT à Presidência da República, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitará a Fortaleza em agosto para costurar um arranjo regional que lhe permita ter um palanque forte no Estado dominado politicamente pelo grupo político do ex-ministro Ciro Gomes, que deve concorrer pelo PDT.

O Ceará é uma das paradas da primeira viagem do petista, que lidera as pesquisas de intenção de votos, à região Nordeste desde que recuperou seus direitos políticos - ele também vai à Bahia, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Maranhão.

Terceiro maior colégio eleitoral do Nordeste, com 6,5 milhões de eleitores, o Ceará é governado por Camilo Santana (PT), mas mantém laços estreitos com a família Ferreira Gomes, dos irmãos Ciro e Cid. Nas eleições de 2018 essa relação causou uma crise interna no PT. Santana recebeu o candidato do PT, Fernando Haddad, mas também apoiou Ciro de forma velada.

Para pressionar Camilo a "fechar" com Lula em 2022, o PT quer que o governador dispute uma vaga do Senado. "A vida vai se encarregar de resolver isso. Ele (Camilo) tem uma relação de gratidão com os Ferreira Gomes e é do PT. Não vamos antecipar crises", afirma o deputado federal José Guimarães (PT-CE), que é o principal interlocutor entre o governador cearense e o partido.

Em 2018, Camilo se disse vítima de "preconceito" da cúpula do partido na distribuição das verbas do fundo eleitoral por causa de sua aliança com o adversário do petista Fernando Haddad na disputa presidencial. Nos materiais de campanha, bandeiras, adesivos e nos comerciais da TV quem apareceu ao lado do governador petista foi Cid Gomes, irmão de Ciro, que disputou o Senado.

Se Camilo disputar o Senado, ele terá que se desincompatibilizar do cargo e quem assume o governo é sua vice, Izolda Cela, do PDT. "Camilo fez a outra campanha com essa dificuldade. O Haddad era o candidato do PT e o Ciro o nosso. O governador tem uma relação boa com todos nós. Ele vai ter que administrar essa relação. Não é simples, mas ele sabe fazer", afirmou o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.

O governador do Ceará foi procurado por meio de sua assessoria de imprensa, mas não respondeu a reportagem até a conclusão desta edição. Falando com exclusividade ao O POVO, Camilo disse em julho não ter dúvidas de que PT e PDT estarão juntos no Ceará em 2018 e que a tendência é que ele lance candidatura ao Senado ano que vem.

Além de ser ligado ao governador petista, Ciro também se reaproximou do senador cearense Tasso Jereissati, que é pré-candidato presidencial nas prévias do PSDB. "Ciro andou um período mais distante do Tasso, mas de um ano para cá estão falando rotineiramente", disse Lupi. 

Ex-aliado do PT, Ciro tem publicado vídeos com críticas a Lula, e colocando-se como alternativa ao petista, uma estratégia acertada com o publicitário João Santana para tentar atrair forças políticas do centro.

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Rejeitado por 62% da população, Bolsonaro perderia para Lula, Mandetta, Ciro, Haddad e Doria

ELEIÇÕES 2022
2021-07-30 14:53:00
Autor Filipe Pereira
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Após investigações envolvendo a gestão da pandemia e possíveis envolvimento em esquemas de corrupção, a imagem do presidente da República Jair Bolsonaro está em processo constante desgaste entre os brasileiros. É o que mostra pesquisa da Atlas Político divulgada nesta sexta-feira, 30. A pesquisa revela que, caso as eleições fossem hoje, o chefe do Executivo perderia para todos os seus adversários políticos no segundo turno. 

Segundo a pesquisa, Bolsonaro perde de Lula (PT), Ciro Gomes (PDT) e Luiz Henrique Mandetta (DEM) e está numericamente atrás do Fernando Haddad (PT) e João Dória (PSDB). Os dados foram levantados entre os dias 26 e 19 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. 

Lula ampliou a vantagem sobre o presidente em comparação à pesquisa anterior, e venceria a eleição por 49,2%, contra 38,1%, num eventual segundo turno, em cenário com 12,8% de votos nulos ou brancos. Em maio, a vantagem de Lula era de 4,7% sobre o presidente.

O mesmo também se aplica para Ciro Gomes (43,1% a 37,7%), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (42,9% a 37,5%), o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (41,9% a 38,4%), e João Dória (40,6% a 38,1%).

A Pesquisa Atlas registra ainda nova deterioração da aprovação presidencial. Bolsonaro é desaprovado por 62% da população, em empate técnico com o recorde de desaprovação registrado anteriormente em maio e junho de 2020.

Com popularidade em queda, Bolsonaro vem intensificando sua campanha com uma série de motociatas pelo Brasil e se colooando contra o sistema eleitoral eletrônico, mesmo sem apresentar provas concretas. 

O desgaste segue em curso conforme avança os trabalhos da CPI da Covid. A comissão investiga irregularidades em contratos de compra da vacina indiana Covaxin. Os senadores também apuram suspeitas de pedidos de propina em outras negociações que atingem inclusive militares que ocupavam cargo no Ministério da Saúde.

A pesquisa também revela nova alta na intenção de voto para o ex-presidente Lula nos cenários de 1º turno para 2022. Jair Bolsonaro mantém sua base de apoio de aproximadamente um terço do eleitorado.

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