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Política
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Vice-presidente do PTC descarta apoio a Wagner: "A gente não vai apoiar quem apoia Bolsonaro"

O dirigente avaliou ainda que o partido tem como prioridade para o próximo ano formar chapa para eleger deputados federais, o que julga não ser possível com a aliança

Filipe Pereira
18:19 | 14/07/2021
Capitão Wagner e Thomaz Holanda: apoio do PTC  (Foto: Divulgação)
Capitão Wagner e Thomaz Holanda: apoio do PTC (Foto: Divulgação)

O vice-presidente nacional do Partido Trabalhista Cristão (PTC), Fábio Bernardino, afirmou que o partido não deve apoiar a candidatura do deputado Capitão Wagner (Pros) na campanha para o Governo do Ceará em 2022. Em 2020, com apoio do ex-deputado estadual Tomaz Holanda, a legenda integrou o arco de aliança do parlamentar durante a candidatura a prefeito de Fortaleza de Wagner. 

Segundo Bernardino, a escolha deve-se ao apoio do deputado ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). "Nosso partido é de oposição ao Bolsonaro e ele é base do presidente. A gente não vai apoiar quem apoia Bolsonaro", disse. No dia 8 de julho, Wagner assumiu a liderança do bloco parlamentar formado pelos partidos PSC, Pros e PTB. Com a união, o bloco contará com 32 parlamentares de diferentes estados. 

O dirigente avaliou ainda que o partido tem como prioridade para o próximo ano formar chapa para eleger deputados federais, o que julga não ser possível com a aliança. Ele adiantou que a missão está sendo trabalhada pelo ex-deputado estadual e presidente estadual do partido, Tomaz Holanda. 

"Ele [Wagner] não vai ajudar a montar chapa de federal porque ele tem três partidos. Como ele vai ajudar no votação de federal que a gente precisa?", afirma. "O PTC apoiou ele em 2020, mas em 2022 é uma eleição de vida ou morte. Se a gente ficar participando de eleição somente pensando nos estados, o partido não sobrevive", completou o vice-presidente.

Wagner busca apoio na corrida ao Governo

Desde que se apresentou como pré-candidato ao Governo do Ceará, Wagner tem se reunido com aliados políticos e lideranças partidárias. Sem esconder seu apoio em relação ao governo Bolsonaro, o parlamentar recebeu um convite para deixar o Pros e ingressar no PSL. 

A reportagem tentou contato com Capitão Wagner para repercuir a posição do PTC para 2022, mas não houve resposta até a publicação desta matéria. 

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