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Política
NOTÍCIA

Senador Alessandro Vieira vai pedir instalação da CPI da Rachadinha

Decisão ocorre após a reportagem revelar áudios de ex-cunhada do presidente que indicam participação de Jair Bolsonaro em esquema de rachadinha

Filipe Pereira
17:13 | 05/07/2021
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária semipresencial. ..Na ordem do dia, Proposta de Emenda à  Constituição (PEC) 186/2019, que permite a retomada do pagamento do auxílio emergencial a pessoas de baixa renda em razão da pandemia da covid-19 e cria mecanismo de ajuste fiscal para União, estados e municí­pios. Também está em pauta projeto que institui regras e instrumentos para o Governo Digital e para o aumento da eficiência pública (PL 317/2021). ..Ã. bancada, em pronunciamento, senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). .Jefferson Rudy/Agência Senado (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária semipresencial. ..Na ordem do dia, Proposta de Emenda à  Constituição (PEC) 186/2019, que permite a retomada do pagamento do auxílio emergencial a pessoas de baixa renda em razão da pandemia da covid-19 e cria mecanismo de ajuste fiscal para União, estados e municí­pios. Também está em pauta projeto que institui regras e instrumentos para o Governo Digital e para o aumento da eficiência pública (PL 317/2021). ..Ã. bancada, em pronunciamento, senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). .Jefferson Rudy/Agência Senado (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

O senador Alessandro Vieira (Cidadania) declarou que vai protocolar, até fim desta segunda-feira, 5, um pedido para instalação da CPI da Rachadinha. A decisão ocorre após a divulgação de uma áudio em que Andrea Siqueira Valle, ex-cunhada do presidente Jair Bolsonaro, afirma que ele sabia e cobrava parte do salário dos assessores de seu gabinete quando era deputado federal, entre 1991 e 2018.

O parlamentar defende que as diligências devem ocorrer independentemente de quem está envolvido. "Ninguém está acima da lei. Os fatos narrados são graves e exigem apuração imediata", completa. A prática conhecida como rachadinha é enquadrada no crime de peculato, que pode render de 2 a 12 anos de prisão, e geralmente é acompanhada do agravante de formação de quadrilha e organização criminosa.

A participação de presidente no esquema foi revelada pelo portal Uol. De acordo com a reportagem, Bolsonaro demitiu um ex-assessor que se recusou a repassar o valor definido. "O André deu muito problema porque ele nunca devolveu o dinheiro certo que tinha que ser devolvido, entendeu? Tinha que devolver R$ 6.000, ele devolvia R$ 2.000, R$ 3.000. Foi um tempão assim até que o Jair pegou e falou: 'Chega. Pode tirar ele porque ele nunca me devolve o dinheiro certo", disse em gravação. 

Em outra gravação, a ex-cunhada do presidente diz que um coronel da reserva do Exército, ex-colega do presidente na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), atuou no recolhimento de salários dela , no período em que constava como assessora do antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).