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Política
NOTÍCIA

Renan Calheiros quer convocar ex-cunhada de Bolsonaro que denunciou rachadinha para depor na CPI

Renan Calheiros quer que Andrea esclarece mais detalhes da denúncia e se a prática permanece depois que Bolsonaro assumiu a presidência

15:49 | 05/07/2021
Renan Calheiros, vice-presidente da CPI da Covid (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Renan Calheiros, vice-presidente da CPI da Covid (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), vice-presidente da CPI da Covid, informou à coluna de Juliana Dal Piva, no UOL, que vai solicitar a convocação de Andrea Siqueira Valle, ex-cunhada do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), para prestar depoimento à comissão.

Nesta segunda-feira, 2, a coluna da jornalista revelou gravações de Andrea que indicam um envolvimento direto do presidente em um esquema rachadinha na época em que ele era deputado federal.

"É fundamental a CPI convocar Andrea Valle, ex-cunhada de Bolsonaro. Ela pode explicar se houve espelhamento do esquema das rachadinhas no governo federal. Como se sabe Carlos Bolsonaro é peça fundamental no ministério paralelo e Flávio Bolsonaro um influente filtro de indicações”, disse o senador.

Renan Calheiros quer que Andrea esclareça fatos e quem são os militares que foram citados na sua denúncia. "A oitiva dela não é para incriminar, mas para esclarecer fatos relacionados à presença dessas pessoas no governo. Ela cita um coronel. São muitos os indícios e testemunhos da participação de militares em irregularidades com as vacinas Covaxin e AstraZeneca", relacionou Renan.

Em uma das gravações, a ex-cunhada do presidente afirma que Bolsonaro demitiu o irmão dela porque ele não fazia as devoluções de parte do salário conforme combinado. "O André deu muito problema porque ele nunca devolveu o dinheiro certo que tinha que ser devolvido, entendeu? Tinha que devolver R$ 6.000, ele devolvia R$ 2.000, R$ 3.000. Foi um tempão assim até que o Jair pegou e falou: 'Chega. Pode tirar ele porque ele nunca me devolve o dinheiro certo'.

Andrea, que atuou como assessora no gabinete do filho mais velho do presidente, o então deputado estadual Flávio Bolsonaro, conta ainda de ter parte do seu salário recolhido por um coronel da reserva do Exército, ex-colega de Jair Bolsonaro na Aman (Academia Militar das Agulhas Negras).

O advogado do presidente, Frederick Wassef, nega qualquer irregularidade.