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Política
NOTÍCIA

Bolsonaro aparece em lista de "predadores da liberdade de imprensa"

Elaborada pela Repórteres Sem Fronteiras (RSF), a lista traz 37 chefes de Estado ou governos que impõem repressão ou dificuldades ao trabalho da imprensa

13:23 | 05/07/2021
Rosa Weber autorizou abertura de inquérito para investigar o presidente Jair Bolsonaro por possível crime de prevaricação no caso da compra da vacina Covaxin (Foto: divulgação )
Rosa Weber autorizou abertura de inquérito para investigar o presidente Jair Bolsonaro por possível crime de prevaricação no caso da compra da vacina Covaxin (Foto: divulgação )

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) apareceu, pela primeira vez, em uma lista intitulada "predadores da liberdade de imprensa". Elaborada pela Repórteres Sem Fronteiras (RSF), a lista foi divulgada nesta segunda-feira, 5 de julho, e traz ao todo 37 chefes de Estado ou governos que, segundo a organização internacional, “impõem uma repressão massiva à liberdade de imprensa em todo o mundo”.

Para cada perfil, a RSF descreve os motivos que levaram aquele nome a entrar no grupo. Sobre Bolsonaro, a organização cita "insulto, humilhação e ameaças vulgares" como modos de predação utilizados pelo presidente. Segundo a RSF, os alvos preferidos de Bolsonaro são “mulheres jornalistas, analistas políticos e o grupo Globo”. A publicação destaca ainda frases ditas e casos protagonizados pelo presidente para ilustrar sua presença na lista.

A RSF ressalta ainda a forma como o governo Bolsonaro utiliza-se das redes sociais para desacreditar veículos jornalísticos. “A imprensa é responsável pelo pânico no país e pela perda de vidas durante a pandemia, uma vergonha nacional”, traz a publicação como exemplo de fala de Bolsonaro, em 7 de janeiro de 2021, durante intervenção ao vivo no Facebook.

Você pode ver o perfil dos “predadores” listados pela RSF aqui.

A edição de 2021 destaca ainda que alguns desses “predadores” atuam há mais de duas décadas, ao passo em que 17 deles aparecem pela primeira vez após a lista anterior (publicada em 2016). Outra novidade é que, pela primeira vez, duas mulheres figuram neste grupo.

Ao todo, 16 dos 37 mencionados estão em países classificados em “preto” no mapa da liberdade de imprensa e 19 se encontram em países em “vermelho”; as classificações indicam locais onde a situação é considerada “muito grave” ou “difícil” para o exercício do jornalismo.

Locais que compõem a lista divulgada pela RSF:

- ERITREIA
- AZERBAIJÃO
- SÍRIA
- TURCOMENISTÃO
- CAMARÕES
- BRASIL
- TAILÂNDIA
- CUBA
- FILIPINAS
- TURQUIA
- DJIBUTI
- CAMBODJA
- RÚSSIA
- RUANDA
- BAHREIN
- IRÃ
- PAQUISTÃO
- SUDÃO DO SUL
- COREIA DO NORTE
- HONG KONG
- CINGAPURA
- BIELORRÚSSIA
- VENEZUELA
- ARÁBIA SAUDITA
- BIRMÂNIA
- ÍNDIA
- UGANDA
- GUINÉ EQUATORIAL
- VIETNÃ
- HUNGRIA
- NICARÁGUA
- SRI LANKA
- TAJIQUISTÃO
- BANGLADESH
- EGITO
- CHINA

Veja três momentos em que Bolsonaro agrediu jornalistas: