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Política
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"Enfia no rabo", diz Eduardo Bolsonaro sobre máscaras

Na live, realizada no mesmo dia em que Lula fez seu primeiro pronunciamento após ter as condenações da Lava Jato anuladas, Eduardo também disse que "o perigo está por vir"

Leonardo Igor
11:37 | 11/03/2021
Deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) usa máscara durante participação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)
Deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) usa máscara durante participação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

De volta ao Brasil, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) perdeu a compostura durante live na quarta-feira, 10, e mandou as pessoas “enfiarem no rabo” as máscaras utilizadas para reduzir a disseminação do coronavírus. O parlamentar mostrou irritação após as críticas recebidas durante sua viagem a Israel, em que os brasileiros foram negociar acordos relacionados ao combate da pandemia.

Na ocasião, viralizou nas redes sociais as imagens da comitiva brasileira, composta por Eduardo, pelo chanceler Ernesto Araújo e outros acompanhantes, que não usavam máscara no Brasil, mas puseram o acessório ao chegar a Israel. “Eu acho uma pena, né, [que] essa imprensa mequetrefe que a gente tem aqui no Brasil fique dando conta de cobrir apenas a máscara. 'Ah a máscara, está sem máscara, está com máscara'. Enfia no rabo, porra!”, exclamou o filho 03 do presidente Jair Bolsonaro.

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“A gente está lá trabalhando, ralando… Sabe o quê é, pegar aqui… 'Ai, voou, foi pra Israel'. Chegamos em Israel, cinco horas a mais que no Brasil (diferença de fuso horário), voo de três escalas. Chega lá você nem toma banho às vezes, vai direto para os compromissos”, afirmou Eduardo. No país, ele e a comitiva brasileira tiveram alguns encontros com autoridades diplomáticas israelenses e com os responsáveis pelo combate à crise sanitária provocada pela Covid-19 no país do Oriente Médio.

O chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, inclusive foi advertido por não usar máscara durante encontro com o chanceler israelense, Gabi Ashkenazi. Os brasileiros também esperavam visitar uma unidade onde está sendo desenvolvido o chamado spray nasal, composto químico frequentemente apregoado por Jair Bolsonaro como alternativa para evitar a infecção pelo coronavírus. O medicamento, no entanto, ainda está sendo estudado, e os brasileiros não receberam autorização para visitar a unidade.

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Na live, Eduardo também afirmou que "o perigo está por vir”, em provável referência ao retorno do ex-presidente Lula ao xadrez político para 2022, já que o petista voltou a estar tecnicamente apto a disputar as eleições do próximo ano após ter anuladas pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), as condenações impostas pela operação Lava Jato.

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“Fica esperto, você, retardado mental, que fica falando que o problema são os filhos, cadê o Queiroz, pagou apartamento 50 mil em dinheiro. Seu animal, larga de ser peão nesse tabuleiro de xadrez chamado política, começa a pensar um pouquinho, e vê o perigo que tá por vir aí, como o sistema trabalha, porque não dá ponto sem nó”, disse o deputado.

Mais cedo, o Lula havia feito o primeiro pronunciamento após a decisão de Fachin. Durante o discurso de quase duas horas, o petista criticou Jair Bolsonaro, a condução da pandemia, a falta de vacinas e chegou a recomendar que os brasileiros não seguissem “nenhuma decisão imbecil do presidente da República”. Na mesma tarde, em evento no Palácio do Planalto para sancionar a lei que facilita a compra de vacinas, Bolsonaro e todo o primeiro escalão do governo, inclusive o ministro da Saúde Eduardo Pazuello, apareceram pela primeira vez de máscara em um evento público.