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Política
NOTÍCIA

Após discurso de Lula, Bolsonaro e Pazuello aparecem de máscaras e defendem vacina

O uso do equipamento ocorre logo após o discurso do petista que criticou pesadamente o modo como a administração federal lida com a crise

Carlos Holanda
15:56 | 10/03/2021
Bolsonaro já rendeu várias críticas ao uso do equipamento de proteção. (Foto: Reprodução/Record News)
Bolsonaro já rendeu várias críticas ao uso do equipamento de proteção. (Foto: Reprodução/Record News)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, apareceram de máscaras nessa quarta-feira, 10, para sanção de lei que facilita a compra de vacinas. Na condução da pandemia, o mandatário levantou suspeição quanto à eficácia dos imunizantes e criticou até mesmo o uso de máscaras de proteção.

O uso do equipamento e mudança no discurso ocorrem logo após o discurso de Lula (PT) em São Bernardo do Campo (SP). Ele divergiu frontalmente do modo como a administração federal lida com a crise.   

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"O Governo federal não poupou esforços, não economizou recursos para atender a todos os estados e municípios, foi então quase que uma campanha que permeou os quatro cantos do Brasil. Nenhum prefeito ou governador reclamou de falta de recursos para que tivesse leitos", falou Bolsonaro em discurso. 

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Também nesta quarta-feira, o primogênito do presidente, o senador Flávio Bolsonaro, disse em grupo de Telegram para que seguidores viralizassem foto do pai com o dizer: "nossa arma é a vacina." 

"Quero avisar que semana que vem vou tomar minha vacina. E vou fazer propaganda da vacina. Todos tem que tomar", disse o líder petista nesta quarta-feira, 10. E endereçou ataque a Bolsonaro: "Quero pedir a vocês: não sigam nenhuma decisão imbecil do presidente da República. Tomem vacina."

No dia em que o Brasil registrou 1.582 novas mortes por Covid-19, 25 de fevereiro, o militar questionou a eficácia da máscara e a prática do isolamento social - ambas medidas chanceladas pela comunidade científica. 

"Começam a aparecer os efeitos colaterais das máscaras", disse, sugerindo um malefício sabidamente inverídico que seria provocado pelo equipamento de proteção.