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Política
NOTÍCIA

Bolsonaro sobre R$ 89 mil recebidos de Queiroz ao longo de 10 anos: "Isso é propina? Pelo amor de Deus"

Presidente afirmou que o dinheiro recebido era destinado a ele, e não a sua esposa, a primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ele disse que Queiroz está sendo injustiçado

20:18 | 15/12/2020
O presidente defendeu Queiroz e Flávio Bolsonaro, afirmando que investigação das rachadinhas é injusta

 (Foto: EVARISTO SA / AFP)
O presidente defendeu Queiroz e Flávio Bolsonaro, afirmando que investigação das rachadinhas é injusta (Foto: EVARISTO SA / AFP)

O presidente Jair Bolsonaro comentou nesta terça-feira, 15, em entrevista à TV Bandeirantes, sobre o envolvimento do assessor Fabrício Queiroz no caso da rachadinha. Segundo ele, os cheques que somam cerca de R$ 89 mil recebidos pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro, eram direcionados para ele próprio e ocorreram ao longo de dez anos. 

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"Aqueles cheques do Queiroz ao longo de dez anos foram para mim, não foram para ela. Divide aí. R$ 89 mil por dez anos, dá em torno de R$ 750 por mês. Isso é propina? Pelo amor de Deus", disse. Bolsonaro citou ainda que Queiroz era de confiança e pagava contas para ele, mas que não conversou com ele desde que o processo de investigação começou.

"Ele (Queiroz) está sendo injustiçado também porque tem que ser investigado e dar a devida pena se for culpado e não prender esposa. Quebraram o sigilo de mais de 90 pessoas. Não tem cabimento isso. Parece que o maior bandido da Terra é o senhor Flávio Bolsonaro", disse. "Se tem a sua culpa, se apura e se pune, mas não dessa forma tentando me atingir politicamente em todo momento", acrescentou.

Na entrevista, Bolsonaro comentou sobre a investigação sobre seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e disse que não é feita de forma "justa". "O que eu sempre torci é que fosse feito um processo justo, mas isso não está sendo feito. O Ministério Público do Rio de Janeiro vaza tudo para a Globo", acusou Bolsonaro. Flávio é investigado pelo esquema de "rachadinha" em seu gabinete quando ainda era deputado estadual. 

Com Agência Estado