Conheça a trajetória de Rolando Alexandre, novo diretor-geral da PF
O delegado tem registrado em sua trajetória profissional discursos de combate a "políticos corruptos" e já atuou como superintendente da instituição
Nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como novo diretor-geral da Polícia Federal (PF), nesta segunda-feira, 4, o delegado Rolando Alexandre de Souza tem registrado em sua trajetória profissional discursos de combate a “políticos corruptos”. A nova liderança da PF já foi também braço direito de Alexandre Ramagem, que teve nomeação suspensa para a chefia da instituição pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O vínculo com Ramagem vem da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), onde Rolando atuava como secretário de Planejamento e Gestão antes de ser indicado para chefiar a PF. Na ocasião, Souza era subordinado de Ramagem e tinha sua confiança, assumindo o papel de “braço direito” dele.
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No currículo de Rolando também consta uma atuação como superintendente regional da PF em Alagoas, no qual atuava antes de entrar para Abin, em setembro de 2019. O combate a corrupção era um dos discursos mais adotados e defendidos por ele durante período em que esteve no cargo, chegando a mencionar, durante a cerimônia de sua posse, em que esse seria o “crime" a ter mais prioridade de combate.
Em 2017, Rolando esteve a frente do Serviço de Repressão a Desvios de Recursos Públicos (SRDP) da PF em Brasília. Enquanto exercia essa função, Souza chegou a dar palestras declarando que “político mata muito mais do que bandido” e que a corrupção dentro da política era mais perigosa do que o tráfico. As informações são do jornal Estadão.
Rolando assume a chefia da PF após Alexandre Ramagem ter sua nomeação suspensa pelo STF, devido a proximidade que tem com a família de Bolsonaro. Ramagem foi o primeiro indicado do presidente após a demissão de Maurício Valeixo, pivô da crise que levou Sérgio Moro a sair do Ministério.