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Política
NOTÍCIA

"Ingressei na universidade fetichizada pelos bolsonaristas", diz Jean Wyllys sobre Harvard

Ex-deputado diz que não vê motivos para surpresa sua ida para a universidade americana "para alguém que é mestre em Letras e Linguística"

21:38 | 12/09/2019
Ex-deputado diz que não vê motivos para surpresa sua ida para a universidade americana
Ex-deputado diz que não vê motivos para surpresa sua ida para a universidade americana "para alguém que é mestre em Letras e Linguística" (Foto: Reprodução / Instagram)

O ex-deputado federal pelo Psol Jean Wyllys voltou a virar notícia durante esta semana, depois de anunciar que iria dar aulas na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Opositor ao Governo de Jair Bolsonaro (PSL), ele saiu do País após alegar estar sofrendo ameaças de morte. Nesta quinta-feira, 12, ele aproveitou para alfinetar o presidente brasileiro e seus seguidores.

“Eu ingressei pela porta da frente e com o status de professor-pesquisador na universidade fetichizada pelos bolsonaristas, no país que estes idolatram. Todos sabem que ministros do governo Bolsonaro e o governador do Rio, Wilson Witzel, inventaram que fizeram cursos em Harvard”, declarou o ex-parlamentar ao blog da jornalista Nina Lemos, no UOL.

Segundo ela, Wyllys anunciou sua ida para os EUA com “naturalidade” durante uma roda de conversa com amigos, em Berlim, na Alemanha. “Jean estava animado, mas para ele esse era um passo natural na carreira que vem construindo fora do Brasil”, escreveu a blogueira.

Durante a entrevista transcrita no blog, Jean Wyllys afirmou não ver “motivo de surpresa esse passo para alguém que é mestre em Letras e Linguística”. Contando os títulos que detém, declarou que “não há motivo para tanta repercussão alguém com esse currículo ingressar no Alari (Afro-Latin American Research Institute) de Harvard”.

O ex-deputado brincou ainda: “O que as pessoas esperavam? Que eu fosse fazer shows em bares? (risos) Eu até canto, mas só em áudios enviados a amigos íntimos!”

Ele explicou que estará em Harvard por um semestre, quando deve dar prosseguimento a estudos sobre “notícias falsas e sua relação com os discursos de ódio contra minorias sexuais e étnicas”. Também deve dar aulas e conferências sobre os resultados desse estudo. “Harvard é o templo de formação da elite mundial. Isso desperta um ressentimento enorme em quem acha que aqui não é meu lugar”, completou.