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Política
APÓS REUNIÃO

Bebianno é o primeiro ministro demitido do governo Bolsonaro

A decisão acontece após o ministro vazar áudios privados de Bolsonaro para veículos de imprensa

20:19 | 15/02/2019
O presidente do PSL durante a campanha eleitoral, Gustavo Bebianno, foi confirmado como futuro ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República de Jair Bolsonaro.
O presidente do PSL durante a campanha eleitoral, Gustavo Bebianno, foi confirmado como futuro ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República de Jair Bolsonaro.(Foto: José Cruz/ Agência Brasil)

Após reunião, o presidente Jair Bolsonaro demitiu o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno. A decisão será publicada no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira, 18. 

Segundo o Blog do Camarotti, interlocutores do Governo dizem que a reunião foi tensa. À noite, o próprio Bebianno avaliou sua situação como "insustentável", a essas mesmas pessoas.

Segundo informações do O Globo, Bebianno ainda foi convidado por Bolsonaro a ocupar a diretoria de uma estatal, mas não aceitou. Por isso, ficou decidido que será exonerado, conforme relato de auxiliares do presidente. Eles ainda dizem que o assunto continuará sendo tratado no fim de semana pelo governo.

O portal ainda informa que Bebianno negou rebaixamento de cargo. Segundo fontes próximas ao governo, segunda-feira estaria marcada uma nova conversa entre o ministro e presidente, mas o vazamento de informações pela imprensa acelerou o processo.

Ao longo da semana, Bebianno tentou se reunir com Bolsonaro várias vezes, mas foi ignorado até esta tarde. Em um primeiro momento, o vice-presidente Hamilton Mourão, de Onyx e de Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional participaram da conversa. Ao final, o ministro e o presidente se reuniram sozinhos em um diálogo ríspido, com ataques de ambos os lados.

A decisão acontece após o ministro vazar áudios privados de Bolsonaro para veículos de imprensa. Bebianno é um dos protagonistas do processo de desgaste causado por denúncias envolvendo irregularidades na sua gestão à frente do caixa eleitoral do PSL, partido dele e de Bolsonaro.

Redação O POVO Online