Saiba como é o presídio de Nova York onde Maduro ficará preso
Presidente da Venezuela deve ser mantido no Centro de Detenção Metropolitano no Brooklyn, enquanto aguarda julgamento
22:21 | Jan. 03, 2026
Nicolás Maduro foi capturado por tropas dos Estados Unidos (EUA) após os ataques à Venezuela. Enquanto aguarda julgamento, ele deve ser mantido na unidade penitenciária de segurança máxima no Brooklyn, em Nova York – a única prisão federal da cidade.
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Os EUA levaram Maduro e sua esposa depois do ataque na capital Caracas, e outros três estados da Venezuela na madrugada de hoje, 3. O governo de Donald Trump o acusa de chefiar um cartel de drogas e cometer atos de terrorismo.
Em Nova York, Maduro poderá enfrentar acusações de tráfico de drogas, porte de armas e atos de terrorismo, em Manhattan.
Maduro deve ser mantido no Centro de Detenção Metropolitano (MDC, em inglês) do Brooklyn, onde esteve preso Joaquín “El Chapo” Guzmán — líder de uma das maiores organizações criminosas do México — antes da sentença de prisão perpétua.
A penitenciária tomou medidas especiais para abrigar El Chapo, que já havia fugido de outras prisões no México anos atrás.
O Centro de Detenção tem regras de segurança rigorosas e situações precárias. Lá os prisioneiros habitam celas monitoradas 24 horas por dia, com contato externo limitado e visitas restritas.
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Embora a unidade prisional esteja equipada para abrigar presos provisórios e condenados de alto risco, ele está situado em uma área metropolitana densamente povoada.
Por isso, ainda não há certeza se os EUA arriscarão manter o presidente de outro país no local e aumentar as preocupações com a segurança que vão além dos detentos e dos funcionários do centro de detenção.
Instalado com capacidade para hospedar 1775 pessoas, o presídio manteve uma população média diária nos últimos 12 meses de 1346, segundo o site oficial do governo dos EUA.
Já o número de detentos admitidos na unidade nos últimos 12 meses cuja permanência na unidade foi de 72 horas ou mais, corresponde a 3103.
O presídio de segurança máxima no Brooklyn também hospedou temporariamente outras pessoas famosas como Sean “Diddy” Combs, Ghislaine Maxwell, R. Kelly e Sam Bankman-Fried.
No mesmo lugar, o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin ficou privado de liberdade, após ter sido extraditado da Suíça e responder por corrupção nos Estados Unidos.