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Casal de professores da USP não consegue voltar da Ucrânia ao Brasil

Em processo de naturalização, Kostiantyn Iusenko e Nataliia Goloshchapova foram passar férias no país natal e tiveram que adiar retorno ao Brasil por contraírem Covid-19
05:28 | Mar. 24, 2022
Autor Bemfica de Oliva
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Bemfica de Oliva Repórter
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Tipo Notícia

Um casal de professores da Universidade de São Paulo (USP) está impedido de voltar da Ucrânia ao Brasil devido à invasão russa. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Segundo o veículo, Kostiantyn Iusenko e Nataliia Goloshchapova decidiram passar férias em seu país natal após dois anos de quarentena, dando aulas na USP de maneira remota de onde moram, em São Paulo. A ida à Ucrânia foi no começo deste ano, com o retorno programado para o fim de janeiro.

No entanto, durante as férias, ambos contraíram Covid-19, e precisaram adiar o retorno ao Brasil. A passagem de volta foi remarcada para um mês depois, com o vôo a São Paulo agendado para 28 de fevereiro.

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Quatro dias antes do embarque, no entanto, a Rússia invadiu a Ucrânia. Com o início da guerra, o governo declarou lei marcial, proibindo a saída do país de homens ucranianos entre 18 e 60 anos - Kostiantyn tem 39. Nataliia decidiu ficar com o marido.

Em 2021, o casal deu entrada no processo de naturalização. Morando no País há nove anos, eles alegam que poderiam sair da Ucrânia caso tivessem passaporte brasileiro. No entanto, a burocracia do processo torna a solicitação impossível: o governo exige entrevistas presenciais, que a atual situação não permite que sejam realizadas.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública, por sua vez, disse que a volta ao Brasil não depende da naturalização. A USP, em nota, informou que está em contato com os órgãos do governo federal para auxiliar na situação, mas que o impedimento à volta do professor é a lei marcial em vigor na Ucrânia.

Após nove dias em Kyiv, que envolveram participar de mobilizações voluntárias de resistência à invasão russa, Kostiantyn e Nataliia decidiram ir para Ternopil, onde mora a irmã da professora. Segundo o casal, a viagem, feita por rotas incomuns para desviar de confrontos, foi feita de carona, e não teve dificuldades.

Eles dizem que a situação na nova cidade é um pouco mais tranquila que na capital do país. No entanto, o objetivo é voltar ao Brasil e retornar à rotina, longe da guerra, assim que possível.

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