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Exército russo retoma ataque à cidade de Mariupol, na Ucrânia

Porto é considerado ponto estratégico pelo governo Putin. Cessar-fogo foi estabelecido pela manhã para evacuação de civis
14:13 | Mar. 05, 2022
Autor AFP
Tipo Notícia

O exército da Rússia retomou a "ofensiva" contra duas cidades cercadas do sudeste da Ucrânia, incluindo o porto estratégico de Mariupol. A informação é do o ministro russo da Defesa, Igor Konashenkov.

"Devido à relutância do lado ucraniano a influenciar os nacionalistas ou a prolongar o "cessar-fogo", as operações ofensivas foram retomadas às 18H00 de Moscou" (12H00 de Brasília), afirmou o ministro em uma mensagem de vídeo.

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As autoridades ucranianas adiaram a retirada planejada para este sábado (5) dos habitantes do porto estratégico de Mariupol, cercado pelas forças russas, que acusaram de violar um cessar-fogo temporário que deve permitir que os civis escapem de uma das principais zonas de combate do conflito.

O prefeito de Mariupol, Vadim Boichenko, afirmou que a cidade, que em um período normal tem 450.000 habitantes, está submetida a um "bloqueio", sem energia elétrica, alimentos, água, gás e transportes. As forças separatistas pró-Rússia e o exército de Moscou anunciaram que a localidade está cercada.

Depois que o ministério russo da Defesa declarou um cessar-fogo para a "abertura de corredores humanitários", a prefeitura do porto estratégico do Mar de Azov anunciou que a evacuação começaria antes do meio-dia (horário local, 6H00 de Brasília).

Mas a operação "foi adiada por razões de segurança" porque as forças russas "continuam bombardeando Mariupol e seus arredores", afirmou poucas horas depois a prefeitura no Telegram.

"Negociações estão em curso com a Rússia para estabelecer um (cessar-fogo) e garantir a instalação de um corredor humanitário", acrescentou o governo local.

O controle de Mariupol tem caráter estratégico para a Rússia, porque permitiria garantir uma continuidade territorial entre suas forças procedentes da península de Crimeia e as unidades dos territórios separatistas pró-Moscou da região ucraniana de Donbass, ao leste.

 

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