Construtora chinesa Evergrande suspende negociação de ações na Bolsa

Papéis da companhia, considerada a empreiteira mais endividada do mundo, são negociados na Bolsa de Valores de Hong Kong; empresa não informou motivos para suspensão

A construtora chinesa Evergrande suspendeu a negociação de suas ações na Bolsa de Valores de Hong Kong nesta segunda-feira, 3. A própria empresa foi responsável pela decisão, e não forneceu informações sobre o motivo da suspensão.

A Evergrande é considerada a construtora mais endividada do mundo, com débitos ultrapassando US$ 400 bilhões (cerca de R$ 2,2 trilhões). A empresa esteve repetidamente nos noticiários ao longo de 2021 por atrasar diversos pagamentos aos credores durante o ano. Nos últimos 12 meses, as ações da empreiteira tiveram queda de 89%.

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No último dia 30 de dezembro, a prefeitura da cidade de Danzhon, na província chinesa de Hainan, ordenou que a Evergrande faça a demolição de 39 prédios de luxo. Os edifícios, erguidos em uma ilha artificial na orla da cidade, teriam recebido ilegalmente a licença ambiental para sua execução, segundo autoridades municipais. A construtora tem até o próximo domingo, 9, para implodir os prédios.

Parte do plano de quitação das dívidas da Evergrande envolve a troca de débitos por imóveis construídos pela empresa. A empreiteira tem entregue cerca de 10 mil unidades por mês, e havia prometido quase 40 mil para dezembro de 2021. Os apartamentos em Danzhon eram parte da estratégia para reduzir as dívidas.

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