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Saturno pode ser observado a olho nu desde a madrugada de hoje, 2

Por volta de 3 horas, o planeta gasoso atingiu sua oposição máxima à Terra, ou seja, ele e a Terra ficaram o mais próximo possível. A olho nu, não é possível ver os anéis, as luas e os detalhes de Planeta
19:59 | Ago. 02, 2021
Autor - Mateus Brisa
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- Mateus Brisa Estagiário
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Saturno pode ser observado a olho nu desde a madrugada de hoje, segunda-feira, 2 de agosto (02/08). Por volta de 3 horas, o planeta gasoso atingiu sua oposição máxima à Terra, ou seja, ele e a Terra ficaram o mais próximo possível. Saturno tem se aproximado há alguns dias, por isso já era possível vê-lo no céu, mas com pouca intensidade.

A olho nu, não é possível ver os anéis, as luas e os detalhes de planeta, sendo necessária utilização de telescópio para observar estes aspectos. Apesar da proximidade máxima, Saturno ainda ficou em torno de 1,34 bilhão de quilômetros de distância da Terra. Em média, essa longitude é de 1,5 bilhão de quilômetros. As informações são do portal Band.

Saturno: o planeta gasoso

Saturno é classificado com um “planeta gasoso” ou “joviano”. Segundo o artigo “Formação de um planeta gigante”, dos pesquisadores estadunidenses Gennaro D'Angelo e Jack J. Lissauer, os termos se referem a planetas grandes (em diâmetro ou massa) compostos principalmente por gases.

Além de Saturno, outros planetas do Sistema Solar são gasosos: Júpiter, Urano e Netuno. Já a Terra é categorizada como um planeta rochoso, mais próximo do Sol e de maior densidade.

Por volta de 3 horas, o planeta gasoso atingiu sua oposição máxima à Terra, ou seja, ele e a Terra ficaram o mais próximo possível. A olho nu, não é possível ver os anéis, as luas e os detalhes de planeta

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Luz por trás do buraco negro

15:15 | Ago. 05, 2021
Autor Catalina Leite
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Catalina Leite Autor
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Colégio dos Bombeiros conquista 86 medalhas em competições nacionais de Astronomia e Astronáutica

ACIMA DA MÉDIA
23:08 | Ago. 02, 2021
Autor Marília Serpa
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Marília Serpa Autor
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Do 1º ano do ensino fundamental ao 2º ano do ensino médio, alunos do Colégio Militar do Corpo de Bombeiros do Ceará (CMCB) de todas as séries foram premiados nas maiores competições de Astronomia e Astronáutica do País. Ao todo, foram 86 medalhas conquistadas na Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) e na Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG) de 2021.

Nos últimos cinco anos, 370 medalhas foram conquistadas por alunos do CMCB nas duas competições estudantis. Segundo o portal do Governo do Estado do Ceará, os números mostram um desempenho acima da média quando comparado com escolas das redes municipal, estadual e federal do Ceará, sendo compatível, ainda, com o de algumas escolas particulares mais tradicionais do Estado.

Por conta do desempenho positivo na OBA deste ano, 10 alunos foram convocados para a pré-seleção para as Olimpíadas Internacionais de Astronomia. Com isso, somam-se 36 convocações a estudantes do CMCB nos três anos anteriores.

Preparação

O processo de preparação dos alunos foi feito à distância por conta do contexto de pandemia pelo novo coronavírus. As aulas aconteceram via Google Meet, ferramenta de comunicação por vídeo, além do canal AstronomicaMENTE, criado em março do ano passado com a finalidade de dar continuidade às atividades pedagógicas voltadas para a disciplina de astronomia na escola.

“Decidi pegar o programa da OBA e adotá-lo como referência. Passei a trabalhar com aquele conteúdo focado na olimpíada, que acontece em maio. Então, passamos a desenvolver um projeto que pega o início do ano e foca até maio na OBA, já que é um programa de introdução à astronomia e casava perfeitamente com o que a gente precisava”, explica o professor Romário Fernandes, professor de astronomia do Colégio do Corpo de Bombeiros do Ceará.

Os encontros ocorriam tanto de forma síncrona, por meio de lives, quanto assíncrona por meio de vídeos curtos, gravados com o foco voltado para temas específicos que possibilitaram consulta do aluno em qualquer ocasião. A aluna Isabele Estrela, uma das 86 medalhistas e que está cursando o 2º ano do Ensino Médio, começou a estudar astronomia desde o 7º ano do Ensino Fundamental, possuindo quatro medalhas de ouro e uma de prata até o momento. Ela precisou se preparar para a OBA durante o período de pandemia.

“A gente se dedica a alguns projetos, mas sempre do começo do ano até a execução da prova, a OBA é o principal, tendo aulas semanais no contra turno e dedicando parte do tempo de estudo à astronomia. Quanto à pandemia, inicialmente foi bem difícil se adaptar, principalmente pela falta do convívio, mas com o tempo vim percebendo uns benefícios dos quais vou sentir falta no EaD, que seriam ter mais liberdade para fazer minha própria rotina de estudos e até dedicar mais tempo a matérias extracurriculares, como a astronomia”, explica a jovem.

Outra aluna medalhista, que cursa o 9º ano do Ensino Fundamental e possui duas medalhas de ouro e uma de prata, é a adolescente Helen da Silveira. Ela conta que prefere o ensino presencial por questão de foco e de poder tirar as dúvidas de forma mais efetiva quando precisa. "No começo foi um pouco difícil, pois era uma coisa totalmente nova e tive que me adaptar, mas foi um processo rápido. Não é novidade as aulas online não serem tão boas quanto as presenciais, principalmente por causa da questão da concentração, mas sempre que eu não conseguia entender os conteúdos dados na aula, eu procurava outras formas de aprender, como as vídeos-aula no YouTube, que foram e ainda são super úteis", explica.

Como resultado do ouro conquistado neste ano na OBA, Helen atribui que a principal fonte de preparação veio do professor Romário: "As aulas e as atividades do professor Romário foram as minhas principais fontes de estudo para a OBA", completa.

Disciplina curricular

Desde 2016, o Colégio Militar do Corpo de Bombeiros (CMCB) possui uma disciplina curricular obrigatória de astronomia na grade curricular do Ensino Fundamental 2. Por conta disso, a escola tem recebido, nos últimos cinco anos, resultados relevantes nas diferentes competições estudantis relacionadas à matéria.

"A gente coloca os alunos para fazer foguetes de garrafa pet, onde o desafio é fazê-lo voar o mais longe possível, só usando bomba de encher pneu de bicicleta e água, onde eles conseguem fazer o lançamento de 100 e até 200 metros. Isso exige todo um estudo, uma coisa bem mais prática", explica o professor.

Além disso, os alunos já participaram de concurso de redação e de desenho com temática astronômica, onde são desenvolvidos projetos diferentes que visam trabalhar astronomia sob diversos primas, exigindo diversos tipos de habilidades. A disciplina é obrigatória no o 7º ano do ensino fundamental, onde, após isso, fica a critério do aluno continuar ou não aprendendo a temática.

"A coisa é tão instigante e atrai tanto os alunos que a partir do 8º ano tem astronomia quem quer. Eu tenho alunos no 2º ano do ensino médio que nunca deixaram de participar e de estarem ligados ao projeto", completa Romário.

Além das 334 medalhas na OBA e das 36 na MOBFOG, o CMCB obteve 32 condecorações na Olimpíada Nacional de Ciências, bem como dois prêmios nacionais no Concurso Astronomia em Mãos, um prêmio nacional no Concurso de Astronomia para Estudantes do Laboratório Nacional de Astrofísica e uma menção honrosa na Eratosthenes Photo Competition, promovida pela Ellinogermaniki Agogi.

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Dez alunos do Colégio dos Bombeiros são convocados para seletivas internacionais de astronomia

PRÉ-SELEÇÃO
00:30 | Jul. 28, 2021
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Dez alunos do Colégio Militar do Corpo de Bombeiros (CMCM) foram convocados para participar de pré-seleção das Olimpíadas Internacionais de Astronomia de 2022. As Olimpíadas definem quais estudantes representarão o Brasil no próximo ano. Esse número faz da instituição a escola pública — dentre as escolas das redes municipal e estadual do Ceará — com maior número de alunos participantes.

De acordo com o Governo do Estado do Ceará, as seletivas serão feitas por meio de três provas online realizadas nos meses de setembro, outubro e dezembro, com dificuldade progressiva. Ao fim das etapas, serão convocados 200 alunos de todo o País para a fase de treinamentos. Em seguida, serão divulgados os 20 alunos que deverão integrar oficialmente a seleção nacional de astronomia.

LEIA MAIS | Inscrições abertas para o novo edital do Programa Agente Jovem Ambiental

Colóquio discute interações entre criança, cidade e meio ambiente

Desde 2018, o CMCB já teve 46 alunos convocados para o processo seletivo. Para ser chamado, o aluno precisa tirar nota igual ou superior a 9 na prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia, sendo nível 3, caso esteja no 9º ano do ensino fundamental, ou nota igual ou superior a 7 na prova do nível 4, caso esteja no ensino médio.

Alunos convocados do CMCB

- André Venâncio Sousa Grangeiro Filho
- Caio Levi Ribeiro de Oliveira
- Carlos Kauãn Moreira de Sousa
- Eduardo Assunção Barbosa
- Guilherme Silva
- Hélen da Silveira Falcão
- Isabele Estrela Alves Freitas
- Nathan Louro Filomeno
- Nicholas Lage Melo Oliveira
- Pedro Nicolas Alencar de Holanda

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Dez alunos do Colégio dos Bombeiros são convocados para seletivas internacionais de astronomia

PRÉ-SELEÇÃO
14:49 | Jul. 27, 2021
Autor Marília Serpa
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Marília Serpa Autor
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A lista da Pré-Seleção para as Olimpíadas Internacionais de Astronomia de 2022 foi divulgada na tarde desta segunda-feira, 26, mostrando que dez alunos do Colégio Militar do Corpo de Bombeiros foram convocados para participar do processo. As Olimpíadas definem quais estudantes representarão o Brasil no próximo ano. Esse número faz da instituição a escola pública, das redes municipal e estadual do Ceará, com maior número de alunos participantes.

De acordo com o Governo do Estado do Ceará, as seletivas serão feitas por meio de três provas on-lines realizadas nos meses de setembro, outubro e dezembro, com dificuldade progressiva. Ao fim das etapas, serão convocados 200 alunos de todo o País para a fase de treinamentos. Em seguida, serão divulgados os 20 alunos que deverão integrar oficialmente a seleção nacional de astronomia.

LEIA MAIS | Inscrições abertas para o novo edital do Programa Agente Jovem Ambiental

Colóquio discute interações entre criança, cidade e meio ambiente

Desde 2018, o CMCB já teve 46 alunos convocados para o processo seletivo. Para ser chamado, o aluno precisa tirar nota igual ou superior a 9 na prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia, sendo nível 3, caso esteja no 9º Ano do EF, ou nota igual ou superior a 7 na prova do nível 4, caso esteja no Ensino Médio.

Alunos convocados do CMCB

- André Venâncio Sousa Grangeiro Filho
- Caio Levi Ribeiro de Oliveira
- Carlos Kauãn Moreira de Sousa
- Eduardo Assunção Barbosa
- Guilherme Silva
- Hélen da Silveira Falcão
- Isabele Estrela Alves Freitas
- Nathan Louro Filomeno
- Nicholas Lage Melo Oliveira
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Três chuvas de meteoros em três dias

13:01 | Jul. 24, 2021
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Falávamos quinze dias atrás de como a persistência é aliada do sucesso quando se trata de descobrir tudo de belo e arrebatador que há para se contemplar no céu. Se você seguiu nossa sugestão, já deve ter conseguido ver a joia solitária que atualmente emerge no firmamento no encalço do pôr do Sol.

E se tiver tido sorte, terá testemunhado um encontro excepcionalmente próximo entre Vênus e Marte no dia 13. Mas, independente do que tenha podido ver até aqui, sempre haverá mais. Afinal, o Universo não para!

Nesses próximos dias, vale a pena ficar de olho em duas direções do céu: o sul e o leste. No sul, temos o inconfundível Cruzeiro em suas últimas semanas de boa visibilidade ao anoitecer.

Cruzeiro e Jupiter(Foto: DIVULGAÇÃO)
Foto: DIVULGAÇÃO Cruzeiro e Jupiter

O Cruzeiro, a constelação que gira no céu como o ponteiro de um relógio, com seu eixo sempre apontado para o polo sul celeste, já surge no céu, assim que escurece, "passando do meio-dia", ou seja, a poucas horas de desaparecer no horizonte, como se vê nesta foto, que fiz recentemente.

O Cruzeiro é uma constelação "recente", por assim dizer. Para os gregos antigos, responsáveis pelo batismo de mais da metade das 88 constelações em que o céu é dividido atualmente, ele não passava de um pedaço das patas traseiras do desenho que viam na constelação do Centauro.

Foram os europeus, durante as Grandes Navegações, os primeiros a enxergar naquele pequeno grupo de estrelas uma cruz, imbuída tanto do sentido espiritual associado ao martírio cristão quanto do sentido de orientação decorrente de seu perene alinhamento com o polo sul do céu.

É usando a bússola celeste que os ibéricos descobriram quando tiveram que aprender a se localizar nos mares do sul que você também poderá localizar os principais eventos celestes do fim de julho. De frente para o Cruzeiro, seu braço esquerdo estará voltado para o leste, onde, por volta das 20h, estarão no céu Júpiter e Saturno.

Os dois maiores planetas do sistema solar se destacam, a exemplo do que se vê na imagem a seguir, numa região do céu composta por constelações discretas, sem estrelas brilhantes, como Capricórnio e Aquário.

Nos dias 24 e 25 de julho os gigantes gasosos ganham a ilustre companhia de uma Lua quase cheia que passa sucessivamente perto de Saturno e Júpiter, protagonizando as últimas conjunções relevantes do mês.

Mas o melhor está reservado para os dias seguintes: na mesma região do céu, já mais livre do excesso de luz da Lua, teremos o ponto de irradiação de três chuvas de meteoros diferentes, com picos nos dias 28 e 30!

Chuvas de meteoros são o resultado da passagem da Terra pelo rastro deixado para trás por algum cometa oriundo dos confins do Sistema Solar. Vindo de tão longe, os cometas vêm carregados de gelo e, quando se aproximam do Sol, acabam se desintegrando parcialmente.

Toda vez que a Terra atravessa um rastro de detritos como esse acaba bombardeada por vários deles, daí falarmos do pico de uma chuva de meteoros. Porém, não há perigo: em sua maioria, são fragmentos minúsculos, que se desintegram ao penetrar a atmosfera, originando os riscos luminosos no céu que chamamos de meteoros, mas muita gente conhece como "estrelas cadentes".

Jupiter e Saturno(Foto: DIVULGAÇÃO)
Foto: DIVULGAÇÃO Jupiter e Saturno

No dia 28, teremos o pico das Piscis Austrínidas, uma chuva de meteoros discreta. Já no dia 30, teremos a convergência dos picos de duas chuvas: as Alfa Capricórnidas, muito semelhante à anterior, e as Delta Aquáridas do Sul, essa sim capaz de produzir mais de 25 meteoros por hora! Eis as dicas gerais de observação: procure o lugar mais afastado possível das luzes da cidade, se possível, no interior mesmo.

Ache um local com o máximo de céu livre de postes, prédios, árvores e montanhas. Os meteoros podem surgir em qualquer horário da noite e em qualquer direção do céu. Por isso, todo pedaço de céu livre ajuda a aumentar as chances de flagrar meteoros.

Sente-se confortavelmente, se possível numa cadeira reclinada, e fique de olho no céu por pelo menos uma hora. Não precisa de nenhum equipamento para ver os meteoros, mas precisa de paciência, já que eles vão surgindo pouco a pouco com o passar das horas e quanto mais tempo você ficar observando mais meteoros tende a ver.

Como já deve ter dado para perceber, o cardápio é variado. Há objetos e fenômenos dos mais diversos tipos para se ver no céu todos os dias. E, como em tudo na vida, quanto mais se olha, mais se vê...

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