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Foguete de Elon Musk lançará nesta semana lulas ao espaço

Falcon 9 levará lulas e os chamados "ursos d'água" para serem estudados. Entenda por que as pesquisas são essenciais para garantir presença espacial segura no longo prazo

18:54 | 30/05/2021
SpaceX é a empresa de Elon Musk, empresário com fortuna avaliada em US$ 164 bilhões  (Foto: Reprodução/Twitter @spaceX)
SpaceX é a empresa de Elon Musk, empresário com fortuna avaliada em US$ 164 bilhões (Foto: Reprodução/Twitter @spaceX)

Um foguete Falcon 9 levará 128 filhotes de lulas bobtail e 5.000 tardígrados ao espaço nesta quinta-feira, 3. Trata-se da 22ª missão de reabastecimento da Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês).

A SpaceX, empresa de Elon Musk, é a responsável pela missão que lançará as lulas e os tardígrados, além de suprimentos para os astronautas. Os filhotes e os tardígrados (os animais microscópicos mais resistentes do mundo) serão estudados em microgravidade. As informações são do UOL.

Os "passageiros" sairão do centro Espacial Kennedy, na Flórida, às 14h29 desta quinta, 3, e o lançamento contará com transmissão ao vivo no YouTube da SpaceX.

O experimento com as lulas, Understanding of Microgravity on Animal-Microbe Interactions - Umami ("Compreendendo a Microgravidade nas Interações entre Animais e Micróbios", em inglês),  é liderado pela cientista Jamie Foster, professora do departamento de microbiologia e ciência celular da Universidade da Flórida, nos EUA.

As lulas bobtail brilham no escuro porque são colonizadas por um tipo de bactéria bioluminescente. São fáceis de transportar até o espaço, e o sistema imunológico delas é semelhante ao de humanos.

Os pesquisadores buscam investigar como a relação das lulas com os micróbios mudam em microgravidade. Será que continuarão brilhando? “Animais, incluindo humanos, dependem de nossos micróbios para manter um sistema digestivo e imunológico saudável. Não entendemos totalmente como o voo espacial altera essas interações benéficas”, disse Jamie em entrevista à CNN.

Já no caso dos tardígrados, conhecidos como "ursos d'água" e resistentes à aridez do deserto, a dúvida é como ele se adaptarão ao espaço. Quem lidera esse experimento é Thomas Boothby, professor de biologia molecular na Universidade de Wyoming, nos EUA.

Não será a primeira vez dos "ursos d'água" no espaço. Uma nave carregando milhares de tardígrados caiu na Lua em abril de 2019.

"Entender como proteger os astronautas e outros organismos contra o estresse [da microgravidade] será essencial para garantir uma presença espacial segura e produtiva de longo prazo", completa Boothby à CNN.