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Bob Dylan diz que teve "náusea" ao ver George Floyd "ser torturado até a morte"

"Tive náusea ao ver George ser torturado até a morte desta maneira", contou Dylan

15:53 | 12/06/2020
Os carregadores de pallets levam o caixão para a igreja para o funeral de George Floyd em 9 de junho de 2020, na igreja The Fountain of Praise, em Houston, Texas. - Floyd morreu após ser contido pelos policiais de Minneapolis em 25 de maio de 2020. (Foto por Godofredo A. VASQUEZ / POOL / AFP) (Foto: Godofredo A. VASQUEZ / AFP)
Os carregadores de pallets levam o caixão para a igreja para o funeral de George Floyd em 9 de junho de 2020, na igreja The Fountain of Praise, em Houston, Texas. - Floyd morreu após ser contido pelos policiais de Minneapolis em 25 de maio de 2020. (Foto por Godofredo A. VASQUEZ / POOL / AFP) (Foto: Godofredo A. VASQUEZ / AFP)

O lendário cantor americano de música folk, Bob Dylan disse que sentiu náusea ao ver George Floyd, um homem negro, "ser torturado até a morte" por um policial branco em Minneapolis, em uma rara entrevista concedida ao "New York Times" e publicada nesta sexta-feira, 12.

"Tive náusea ao ver George ser torturado até a morte desta maneira", contou Dylan, 79 anos, no dia seguinte à morte de Floyd, em 25 de maio, na única entrevista concedida fora de seu próprio site desde que ganhou o Nobel de Literatura, em 2016.

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"Foi mais do que desagradável. Esperamos que haja justiça rapidamente para a família Floyd e para a nação", declarou Dylan, que se mudou para Minneapolis aos 18 anos, para estudar na Universidade de Minnesota.

Várias canções de Dylan nas décadas de 60 e 70, como "Hurricane" e "George Jackson", exploravam o ódio racial e a violência policial contra os negros nos Estados Unidos. O músico se prepara para divulgar nesta sexta-feira seu primeiro álbum de músicas originais em oito anos, "Rough and rowdy days".

Dylan disse que não pensa em sua própria morte, mas sim na morte da humanidade como espécie. "Penso na morte da raça humana. A longa e estranha viagem do macaco nu. Não quero tratar isso com leveza, mas a vida de todos é tão efêmera. Cada ser humano, não importa quão forte ou poderoso, é frágil quando se trata da morte. Penso nisso em termos gerais, não de uma maneira pessoal", afirmou.