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Autópsia encomendada por família de George Floyd conclui que ele morreu por asfixia

Laudo contradiz os resultados da necropsia oficial. Floyd, 46, morreu após abordagem violenta, em que policial se ajoelhou sobre o pescoço dele. Óbito desencadeou onda de protestos contra racismo em Minneapolis e no resto dos Estados Unidos

18:58 | 01/06/2020
Policial imobiliza George Floyd na última segunda, dia 25 de maio, em Minneapolis (Foto: Reprodução)
Policial imobiliza George Floyd na última segunda, dia 25 de maio, em Minneapolis (Foto: Reprodução)

Autópsia encomendada pela família de George Floyd concluiu, nesta segunda-feira, 1°, que o homem morreu por "asfixia devido a uma pressão sustentada" quando um policial o imobilizou colocando o joelho sobre seu pescoço, na última semana. Esse laudo contradiz os resultados da necrópsia oficial.

"Os médicos independentes que realizaram a autópsia no Floyd determinaram que a causa da morte é asfixia devido à pressão constante", disse o advogado Ben Crump, em um momento em que a indignação pela ação da Polícia provocou uma onda de protestos nos Estados Unidos.

A autópsia oficial, realizada pelos médicos locais, minimizava o estrangulamento sofrido por Floyd. O documento cita uma lista de eventos causadores do óbito, entre eles a contenção feita pelos oficiais, supostas substância intoxicantes que o homem teria usado e doenças cardíacas pré-existentes (comorbidades)

 

A vitima tinha 46 anos quando foi abordada por policiais na última segunda-feira, 25, em Minneapolis, Estados Unidos. Durante procedimento, o agente Derek Chauvin pressionou o pescoço de George com o joelho e acabou o sufocando até a morte. Manifestações pedindo justiça por George e contra o racismo implodiram e se espalharam por  países como Reino Unido, Alemanha e Canadá.

Chauvin foi demitido da Polícia de Minneapolis e enfrenta acusação de assassinato e homicídio culposo, informaram os procuradores do condado de Hennepin.