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Três moradores do Conjunto Ceará são resgatados após serem capturados por facção

As vítimas eram dois irmãos e a companheira de um deles. Uma das pessoas chegou a ser encaminhada ao Instituto Doutor José Frota (IJF), em razão das agressões
17:51 | Dez. 19, 2021
Autor Jéssika Sisnando
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Jéssika Sisnando Repórter
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Tipo Notícia

Três moradores do Conjunto Ceará, em Fortaleza, sendo dois homens e uma mulher, foram resgatados pela Polícia Militar, por meio do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur) após serem capturados na Praia de Iracema, neste sábado, 18. As três vítimas eram arrastadas para a comunidade chamada "Baixa Pau" para serem submetidos ao "tribunal do crime", onde integrantes da facção decidiriam sobre a execução deles.

Conforme O POVO apurou, a motivação do crime era o bairro onde as vítimas residiam, o Conjunto Ceará, que seria uma área pertencente a uma facção criminosa rival da área do "Baixa Pau", que é próxima da Praia de Iracema.

As vítimas eram dois irmãos e a companheira de um deles. Uma das pessoas chegou a ser encaminhada ao Instituto Doutor José Frota (IJF) em razão das agressões e os outros apresentavam escoriações. Os policiais receberam a denúncia de uma possível tentativa de linchamento, mas chegando ao lugar, eles identificaram os três e os resgataram. Os criminosos da facção fugiram quando perceberam a presença da Polícia. Conforme O POVO apurou, a Polícia conseguiu evitar o triplo-homicídio relacionado ao julgamento do crime.

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Em novembro, Francisco Ytalo Oliveira de Queiroz, conhecido como MC Black, de 20 anos, morador da Granja Lisboa, em Fortaleza, foi até a Praia de Iracema e desapareceu. No dia 25 de novembro a família fez o reconhecimento do corpo do rapaz. As informações iniciais, que chegaram até os parentes da vítima, detalham que ele teria sido morto em razão de ser de outro bairro. A motocicleta do rapaz foi achada no dia seguinte ao desaparecimento. A morte causou comoção nas redes sociais. O artista divulgava suas músicas no Youtube e, segundo parentes, não seria ligado a organizações criminosas. Ele teria sido vítima do tribunal do crime.

No dia 29 de outubro duas jovens foram mortas por integrantes de facções criminosas na Lagoa do Mondubim, em Fortaleza. As vítimas foram filmadas e obrigadas e responder uma espécie de questionário informando onde moravam e os nomes completos. Horas depois, a Secetaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) confirmou as duas mortes.

No dia 21 de outubro, o jovem de 19 anos, Arion da Silva Alencar, que seria morador do bairro José Walter, em Fortaleza, visitou a namorada no Pecém, em São Gonçalo do Amarante, e foi arrebatado por uma facção criminosa. Ele foi encontrado morto e reconhecido pela família. De acordo com os parentes, o rapaz não possuia ligação com organizações criminosas e foi morto, simplesmente, por morar em um bairro onde predominava uma facção rival.

Em setembro, um rapaz identificado apenas como Luan, de 23 anos, foi esquartejado e teve a cabeça arrancada, em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza. Suspeitos do crime foram presos. Dias após um crime, um vídeo foi divulgado nas redes sociais. Criminosos expôem a cabeça de Luan e fazem referência a uma facção criminosa.

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