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Vítimas e testemunhas da maior chacina do Ceará começam a ser ouvidas

A chacina ocorreu no Forró do Gago, no bairro Cajazeiras, e vitimou 14 pessoas na madrugada de 27 de outubro de 2018
23:26 | Out. 29, 2021
Autor Angélica Feitosa
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Tipo Notícia

Ainda sem data para acabar, 32 pessoas, entre sobreviventes e testemunhas, começaram a serem ouvidas, por videoconferência, sobre a maior chacina da história do Ceará, a Chacina das Cajazeiras, nesta sexta-feira, 29. Os servidores e o juiz titular da 2a Vara do Juri, Antônio Josimar Almeida Alves, estiveram no Fórum Clóvis Beviláqua, no bairro Edson Queiroz. A previsão do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) é a de que 15 sobreviventes e 17 testemunhas passem pelas oitivas.

Após colher os depoimentos das testemunhas de acusação, novas datas serão designadas para oitiva das testemunhas de defesa e interrogatórios dos réus.

O Crime

Era cerca de 00h30min quando o motorista de veículo de aplicativo Natanael Abreu da Silva, 25, foi baleado dentro carro que dirigia, um Ford Fiesta, de cor prata. Ele foi o primeiro assassinado. Homens desceram dos três carros que ocupavam e seguiram disparando a esmo na rua Madre Tereza de Calcutá. Pessoas foram mortas na festa, em calçadas e nas ruas próximas. Alguns que tentaram fugir foram perseguidos e mortos.

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Um total 14 pessoas morreram no local, a maioria mulheres. Além do motorista Natanael, o vendedor ambulante Antônio José Dias de Oliveira, 55, também trabalhava na festa. Ele vendia cachorros-quentes com a família no momento do crime. O filho dele, de 12 anos, foi baleado. A comerciante Mariza Mara Nascimento da Silva, 37, passava pela rua quando os criminosos chegaram. Ela também morreu no local.

A ação tirou a vida ainda de Maíra Santos da Silva, 15, Maria Tatiana da Costa Ferreira, 17, Brenda Oliveira de Menezes, 19, José Jefferson de Souza Ferreira, 21, Raquel Martins Neves, 22, Luana Ramos Silva, 22, Wesley Brendo Santos Nascimento, 24, Antônio Gilson Ribeiro Xavier, 31, Renata Nunes de Sousa, 32, Edneusa Pereira de Albuquerque, 38, e Raimundo da Cunha Dias, 48.

Na época dos crimes, a repassada pela Polícia Militar (PM) foi a de que a ação foi planejada por facção criminosa como uma afronta a outra organização que domina a área. A informação de que a festa era promovida pelo grupo foi negada pelo dono do prédio. As vítimas foram escolhidas aleatoriamente na multidão. E dos 14 mortos, apenas três tinham antecedentes criminais.

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