PUBLICIDADE
Fortaleza
NOTÍCIA

Filho de Dedim Gouveia morre seis dias após o pai

Delano Gouveia, 37, foi internado com Covid-19, conseguiu se curar, mas adquiriu uma bactéria e não resistiu. Ele morreu no dia da missa de 7º dia do cantor

22:04 | 25/04/2021
Delano Gouveia era empresário de forró (Foto: REPRODUÇÃO)
Delano Gouveia era empresário de forró (Foto: REPRODUÇÃO)

O produtor musical de forró, Delano Gouveia, 37 anos, morreu no meio da tarde deste domingo, 25, seis dias após a morte do pai, o cantor e sanfoneiro Dedim Gouveia. Ele estava internado desde o dia 30 de março, no Instituto Doutor José Frota (IJF), no Centro de Fortaleza, por conta de infecção do novo coronavírus. Segundo a família, Delano já tinha se curado da Covid-19, mas adquiriu, no hospital, uma superbactéria, sofreu uma parada cardíaca e morreu na unidade. A esposa de Delano foi informada, segundo a assessoria da família, por volta das 15 horas. Ele morreu no dia da missa de 7º dia do pai.

Outra filha do músico, irmã de Delano, Isabel Gouveia, o marido dela, Victor Nascimento, e a esposa do Delano, Juciana Andrade, aparecem em vídeo, publicado nas redes sociais na última sexta-feira, 23,  fazendo uma denúncia em frente ao IJF. Segundo eles, o hospital estava com problemas com a medicação usada no tratamento da bactéria. O cunhado conta que o antibiótico que o Delano precisava para combater a superbactéria não tinha no local.

“A família ligou, médicos se uniram, a esposa dele tem a prescrição médica, mas quando conseguimos os remédios, que é caro, o hospital rejeitou e não aceitou que a família entregasse o remédio”, conta o assessor Ítalo Aguiar. No vídeo, Victor tem nas mãos o medicamento. “Estamos aqui lutando pela vida do filho do Dedim Gouveia, meu cunhado. Mas parece que tem alguém que está patrocinando a morte aqui no Ceará”. O paciente estava em estado grave.

No mesmo dia, na sexta-feira, o IJF lançou uma nota em que afirma que obedece a critérios de segurança e proteção ao paciente e que nenhum medicamento, "principalmente os restritos ao uso hospitalar, deverá ser administrado sem as devidas informações sobre a procedência, acondicionamento e forma de aquisição, além do quantitativo necessário para todo o tratamento".

Em outro vídeo, divulgado nesse sábado, 24, Victor conta que, graças à denúncia, o vídeo chegou ao presidente da República, Jair Bolsonaro que, junto com o titular do Ministério da Saúde (MS), Marcelo Queiroga, e da médica Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) do MS, entraram em contato com a Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza, que fez a doação do remédio, a polimixina, para o IJF. O POVO entrou em contato com o IJF e aguarda uma resposta.