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Fortaleza
NOTÍCIA

Mortes no Vila do Mar ocorreram porque jovens estavam em festa de facção rival

Cinco suspeitos foram identificados e presos por envolvimento em ocorrência na Vila do Mar

Júlia Duarte
13:07 | 17/02/2021
Até o momento, quatro corpos foram encontrados na região da Vila do Mar, em Fortaleza (Foto: Fábio Lima/O  Povo)
Até o momento, quatro corpos foram encontrados na região da Vila do Mar, em Fortaleza (Foto: Fábio Lima/O Povo)

A chacina registrada na Barra do Ceará, na região do Vila do Mar, aconteceu porque as vítimas estavam, por engano, na festa de uma facção rival. O caso ocorreu na madrugada da última segunda, 16, para terça-feira, e acabou com três pessoas mortas e duas feridas.  Segundo as investigações, os cinco envolvidos estavam em um veículo de aplicativo procurando por uma festa, chamada baile, quando desceram do carro e um deles anunciou ser de uma facção, o que acabou resultando no conflito.

 O caso foi elucidado pela Polícia Militar do Ceará (PMCE) e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE). Em diligências, cinco suspeitos foram identificados e presos por envolvimento na ocorrência. Alguns como autores dos disparos que resultaram na morte de dois homens e outros acusados das agressões que vitimaram uma jovem de cerca de 20 anos.

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De acordo com Polícia, as vítimas, um grupo de jovens, contratou um veículo de aplicativo com a pretensão de ir a um baile que estaria supostamente ocorrendo no bairro Pirambu. Os envolvidos não conheciam a região e, por isso, não conseguiram localizar onde estaria acontecendo a festa. Os jovens então questionaram o motorista de aplicativo se ele saberia o local. O profissional informou que já havia deixado outros grupo de jovens em um local próximo, que estaria acontecendo uma movimentação. 

"Eu sou de uma facção rival"

O conflito aconteceu porque, ao serem deixados nessa região, anunciaram ser de uma facção rival das pessoas que estariam no suposto baile. "Quando chegaram, a Polícia Militar já havia dispersado esse baile, o pessoal já não tava mais reunido. Quando as vítimas desceram do veículo, uma delas já se identificou insultando 'eu sou de uma facção rival, de um grupo criminoso', explicou Patrícia Aragão, delegada titular da 8º Delegacia de Homicídios, responsável por investigar crimes da Área Integrada de Segurança 8.

As pessoas que estavam na região se identificaram como inimigos, passando a agredir as vítimas e, posteriormente, atirar contra elas. Dois homens foram atingidos fatalmente e uma terceira pessoa também foi encontrada sem vida.

Motorista de aplicativo

Inicialmente, a Polícia trabalhava com a informação que o motorista de aplicativo teria algum envolvimento com a ocorrência, o que foi descartado ao fim da investigação. "Inicialmente houve essa informação de que o motorista do veículo teria sido esse indivíduo que estava tornozelado. Depois as investigações mostraram que as vítimas não conheciam o local, nem mesmo o motorista do aplicativo que havia levado eles até lá", afirmou a delegada. 

O motorista, identificado como Antônio Mariano Neto, 26, tem passagens por tráfico de drogas, homicídio e porte ilegal de arma de fogo. Ainda na manhã da terça-feira, 16, ele havia sido preso e levado para o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). Outros quatro suspeitos foram identificados pela Polícia: Nailson Andrade dos Santos, 25, com passagem por receptação; Ewerton Martins da Silva, 23; Isabelly de Souza Silva, 19; e Joicilane Nascimento Ferreira, 28, todos três sem passagens policiais. Os suspeitos foram autuados por homicídio e por integrar facção criminosa. 

As vítimas já foram identificadas. Os corpos encontrados são de dois homens e de uma mulher. Outras duas vítimas do sexo feminino foram encaminhas ao Instituto José Frota (IJF) após serem atendidas por agentes do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).

Com informações da repórter Angélica Feitosa