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Fortaleza
NOTÍCIA

Suspeito da morte de gestante tem prisão convertida em preventiva

O celular de Efigênia foi encontrado com Wando Cordeiro

Jéssika Sisnando
18:47 | 15/01/2021
Efigênia Soares foi morta e teve o corpo queimado pelo namorado  (Foto: reprodução/Facebook )
Efigênia Soares foi morta e teve o corpo queimado pelo namorado (Foto: reprodução/Facebook )

Wando Cordeiro de Vasconcelos, preso em flagrante pela morte da estudante de fisioterapia Efigênia Soares, de 28 anos, teve a prisão convertida em preventiva nesta sexta-feira, 15, após decisão da juíza Adriana Cruz Dantas.

Conforme a decisão judicial obtida pelo O POVO, o homicídio aconteceu por volta das 21 horas da quarta-feira, 13. Wando confessou aos investigadores da Divisão Anti Sequestro que matou e ateou fogo na vítima. Foi encontrado, em poder dele, o aparelho celular de Efigênia, que foi utilizado para enviar mensagens cobrando resgate ao pai da universitária e também o galão onde foi guardada a gasolina usada para incendiar o corpo da gestante.

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Wando matou Efigênia em uma rua do bairro Prefeito José Walter, em Fortaleza, mediante asfixia. Ele mantinha um relacionamento amoroso com a estudante e levou ela até uma rua onde estacionou e manteve relação sexual com a vítima dentro do automóvel. Em seguida, Efigênia Maria contou que estava grávida e pediu ao namorado para assumir a paternidade, sendo iniciada uma discussão. Ele asfixiou a vítima, matando-a.

O homem colocou o corpo da gestante no banco traseiro do carro, cobrindo-o com um tapete, e foi até um posto de combustível, onde comprou gasolina. Na sequência, o autuado dirigiu aproximadamente 50 quilômetros e parou às margens da rodovia BR-116, no município e Chorozinho. Ele colocou o corpo de Efigênia em um matagal, jogou gasolina sobre ele e ateou fogo.

O conduzido enviou uma mensagem do celular da vítima para o pai dela se passando por um integrante de facção criminosa e exigiu o resgate de R$ 20 mil para que ela não fosse morta. A família acionou a Polícia, que começou a investigação. Ele confessou o crime ao ser interrogado.

O Ministério Público manifestou-se pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. A defesa pediu pela concessão da liberdade com ou sem imposição de medidas cautelares.

A decisão da justiça considerou a necessidade da prisão cautelar, pois a motivação do crime seria pelo fato de a vítima estar grávida dele. "A suposta prática destes crimes, cuja gravidade, é inegável, escancara a periculosidade social, a índole violenta (asfixiou a vítima com as próprias mãos, mesmo ciente da gravidez dela, a frieza (após matar a vítima traçou um plano visando não ser descoberto: comprou gasolina, dirigiu até outro município, jogou o corpo em um matagal e ateou fogo; além de ter enviado mensagem ao pai da moça, passando-se por integrante da facção criminosa, exigindo resgate para que ela não fosse morta, apesar de saber que a família não teria condição de pagar o valor exigido) e o menosprezo à vida humana, tornando-se imperiosa a custódia preventiva, com vistas a acautelar o meio social e assegurar a ordem pública"