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Fortaleza
NOTÍCIA

Festa na madrugada tem multidão, paredões de som e tiros; rua amanhece com sangue e sujeira

O POVO apurou que os participantes são desconhecidos da vizinhança. Aglomeração é denunciada à Polícia desde 2019 e redes sociais indicam que acontecerá novamente no réveillon

Catalina Leite
13:32 | 26/12/2020
Vídeos publicados nos perfis do bairro no Instagram mostram a aglomeração durante a madrugada deste Natal (Foto: Reprodução)
Vídeos publicados nos perfis do bairro no Instagram mostram a aglomeração durante a madrugada deste Natal (Foto: Reprodução)

Uma área do bairro João XXIII, em Fortaleza, amanheceu com calçadas cheias de vidro e marcas de sangue neste sábado, 26, após o registro de uma grande multidão dançando, bebendo, sem máscara nem distanciamento, no meio das vias durante a madrugada. A festa aconteceu de 1h30min até as 4 horas entre as ruas 12 de julho com Visconde de Cauípe com direito a paredão de som, aglomeração e disparos para o alto - o mesmo padrão desde 2019, em todos os feriados.

O POVO apurou que os participantes da festa, alguns deles armados, são desconhecidos da vizinhança, que seria intimidada a ligar o som dos carros nas próprias casas. Segundo uma fonte anônima, a polícia é acionada pelos moradores desde o início das festas, que passaram acontecer a partir de meados do ano passado. No entanto, as respostas da corporação variam entre aguardar e não existir nenhuma outra denúncia no endereço.

A única vez que o problema no bairro teria recebido suporte da segurança pública teria sido no Carnaval de 2019. Na ocasião, a ação policial teria envolvido bala de borracha, spray de pimenta e agentes da Guarda Municipal e da Polícia Militar. A reportagem contatou a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) na manhã deste sábado, 26, para falar sobre a ocorrência, questionando a existência de denúncias desde 2019, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

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Neste Natal de 2020, o baile terminou com uma mulher sendo levada pelos braços e muito sangue na calçada, além de respingos de sangue na rua. A origem do sangue e a condição e identidade da mulher são desconhecidos. Ainda, uma construção com diversos apartamentos (alguns dos quais são habitados) chegou a ser invadida para ser utilizada como espécie de camarote durante a festa.

Nos perfis do bairro no Instagram, que compartilham vídeos da festa desta madrugada, algumas pessoas comentam que terá outra festa no Ano Novo. Outras criticam a “irresponsabilidade” da aglomeração e a ausência de uso de máscaras de proteção.

Veja vídeos: