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Fortaleza
NOTÍCIA

Sindicato das escolas particulares realiza aula em praça no Centro para pressionar retorno

Sindicato quer retorno imediato do ensino infantil e das aulas práticas laboratoriais do Ensino Superior

Ítalo Cosme
10:46 | 07/08/2020
Cadeiras são dispostas e ocupadas por professores e donos de escolas particulares para pressionar governo a autorizar retorno do ensino presencial (Foto: Divulgação /SINEPE-CE)
Cadeiras são dispostas e ocupadas por professores e donos de escolas particulares para pressionar governo a autorizar retorno do ensino presencial (Foto: Divulgação /SINEPE-CE)

Atualizada às 13 horas

O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Ceará (Sinepe-CE) pressiona o Governo do Estado mais uma vez com ato público para retorno das aulas presenciais nas instituições. O ato ocorreu na manhã desta sexta-feira, 7, na Praça Clóvis Beviláqua, próxima à Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC), no Centro de Fortaleza. A ação durou cerca de 30 minutos.

Em nota divulgada à imprensa na noite dessa quinta-feira, 6, o Sinepe-CE diz que o ato é para exercer o direito de continuar a missão de educar. " Infelizmente, não podemos fazer de dentro das nossas salas de aula. Então, faremos da praça mesmo. Campanha pelo #DireitoDeEscolha e #DireitoDePraticar", complementa. 

“Tendo em vista a não autorização do governo para a abertura das escolas, esta ação é para sensibilizar aos governantes e a população de que nós estamos prontos para retomar as aulas aulas presenciais com segurança. Temos toda a estrutura de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para que alunos e familiares escolham”, garantiu a presidente do Sinepe-CE, Andrea Nogueira.

Além do Sindicato, Andrea afirma que participaram do ato integrantes da União das Escolas Particulares de Pequeno e Médio Porte do Ceará e Associação das Pequenas Escolas de Fortaleza.

Andrea frisa que o índice de instituições particulares que encerram as atividades durante a pandemia tem crescido bastante. Cerca de 180 em todo o Ceará, conforme ela. O fechamento atinge desde escolas básicas, profissionalizantes, de idiomas até as faculdades. Sendo as creches e de ensino infantil as mais impactadas com a suspensão das aulas.

Desde o fim de julho, após a frustração de não ter o retorno autorizado para 20 daquele mês, o Sindicato pressiona o governo do Estado com atos e campanhas a favor da retomada. O governador Camilo Santana (PT) se pronunciou no último fim de semana que as classes presenciais devem recomeçar em setembro, mas com a possibilidade de escolha do pai se envia ou não o filho à escola. Para tanto, o ensino hibrido, combinação de aulas remotas e presenciais, deve ser ofertado e garantido pelas instituições. 

A sinalização não agradou os empresários do ramo educacional. Em nota divulgada nas redes sociais, na quarta-feira, 5, o Sinepe-CE insiste na reabertura presencial imediata da Educação Infantil e das aulas práticas e laboratoriais do Ensino Superior. Como também o retorno híbrido dos outros segmentos escolares e acadêmicos.

Na última semana de julho, a vice-presidente do Conselho Estadual de Educação (CEE), Lúcia Veras, pediu bom senso e disse que é difícil que as escolas particulares retomem as aulas antes das públicas. A representante ressaltou ainda o papel dos pais como aliados para manutenção das classes remotas e segurança da comunidade escolar. 

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