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Fortaleza
NOTÍCIA

Banhistas devem evitar banho de mar no aterro durante Réveillon, alerta Guarda Municipal

Um dos principais motivos do alerta é a mudança na área costeira que a obra de requalificação na praia causou

Gabriela Feitosa
13:37 | 30/12/2019
Placas sinalizam profundidade das águas na Praia de Iracema após as obras
Placas sinalizam profundidade das águas na Praia de Iracema após as obras (Foto: Gabriela Feitosa/ Especial para O POVO)

Para quem pretende passar o Ano Novo na Praia de Iracema, no tradicional Réveillon de Fortaleza, e costuma pular as sete ondas, o alerta da Guarda Municipal é importante: é preciso evitar banhos no mar. Isso porque, segundo o diretor adjunto da Guarda Municipal de Fortaleza, inspetor Marcílio Távora, a área costeira da região está modificada devido às obras de urbanização e requalificação da orla, que ocorrem desde agosto de 2018.

“Ela está bem abrupta. Já passa ali da areia e vai para uma área mais funda. A gente está redobrando a atenção com o nosso efetivo que existe lá”, garante. A equipe, em parceria com a Prefeitura, está avisando aos banhistas para evitar a área até o período que tiver “se acomodado todo o sedimento depositado ali”. É possível ver placas de alerta pela praia, principalmente próximo ao espigão da avenida Rui Barbosa. 

Ao O POVO, a Guarda Municipal de Fortaleza (GMF) garantiu que a fiscalização durante a virada será reforçada. “A gente vai iniciar o plantão (na manhã do dia 31) a partir de 8 horas com cinco guarda vidas. A partir das 17 horas, serão 11 guardas vidas”, explica o diretor adjunto da Guarda Municipal de Fortaleza, inspetor Marcílio Távora.

Ele também fala sobre outras ações da GMF na cidade, como o isolamento da área de fogos desde o dia 27 e o apoio de 120 agentes durante a festa. Já no dia 1°, o órgão também irá dar suporte à limpeza da praia.

O POVO circulou pela orla do Aterro na manhã desta segunda-feira, 30, e ouviu reclamações de frequentadores e comerciantes sobre as obras. É o caso de Luiz Façanha, que tem um ponto comercial na praia há sete anos. Desde que as obras começaram, ele comenta ter diminuído o fluxo de vendas e aumentado o de acidentes.

“Essa praia é do pessoal que nada, faz esporte, família na semana. Hoje, acabou isso. Estão com medo de nadar aqui. Depois que fizeram (a obra), umas três pessoas se afogaram. Semana passada, a maré jogou uma turista na areia e ela quebrou o pé”, relata.