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Fortaleza
NOTÍCIA

Sindiônibus diz que é possível pagar passagem em dinheiro mesmo em veículos de autoatendimento

É necessário ter os R$ 3,60 trocados. Hoje, apenas 1,5% dos passageiros pagam o passe em dinheiro

Rubens Rodrigues
10:58 | 27/12/2019
96,5% dos passageiros já usam cartão eletrônico, segundo o Sindiônibus
96,5% dos passageiros já usam cartão eletrônico, segundo o Sindiônibus (Foto: Mauri Melo)

Passageiros que não têm cartão eletrônico podem pagar a passagem em dinheiro, mesmo em veículos exclusivos de autoatendimento. A informação é do superintendente técnico do Sindiônibus, Pessoa Neto. De acordo com ele, é possível pagar R$ 3,60 em dinheiro trocado ao motorista, que libera a passagem com uso de cartão eletrônico.

Isso é possível desde desde outubro, quando foi implantado do Cartão Transporte Expresso, vendido a R$ 5 pelo motorista dos ônibus. "Se o passageiro chegar com os R$ 3,60, valor já trocado, o motorista vai usar esse cartão que ele tem e que ele vai entregar na empresa para prestar conta. O objetivo é facilitar a vida do passageiro", explica Pessoa Neto. "É um recurso do Cartão Expresso. O importante é que não vamos deixar nenhum passageiro sem atendimento".

Há um ano, em torno de 60% dos passageiros já pagavam passagem com cartão eletrônico. Neste ano, já chega a 96,5%. "Se retirarmos as bilheterias dos terminais, que é onde há maior circulação em dinheiro, temos 98,5%", continua o superintendente técnico do Sindiônibus. "Apenas 1,5% pagam em dinheiro".

A medida foi implantada antes da assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado com o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon). A preocupação é oferecer alternativas no pagamento da passagem para que o cidadão fortalezense não seja prejudicado pela demora de veículos sem autoatendimento.

Com o acordo, ficou definida a venda de bilhete eletrônico avulso dentro dos transportes coletivos e alternativa de pagamento da tarifa. Também ficou acordado que não haverá validade para os créditos eletrônicos. Mesmo que fique em desuso ou independente da quantia, data e preço da passagem, eles não serão descartados.