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NOTÍCIA

Cachorro Lucky, que morreu após ser resgatado no Edifício Andréa, foi velado e cremado na manhã deste sábado

O cachorro resgatado no Edifício Andrea foi velado e cremado na manhã deste sábado

00:00 | 19/10/2019
O velório e cremação de Lucky foram doados pela empresária Raissa Vasconcelos
O velório e cremação de Lucky foram doados pela empresária Raissa Vasconcelos (Foto: Arquivo pessoal)

O cachorro Lucky, resgatado depois do desabamento do Edifício Andrea ainda no primeiro dia de buscas, foi cremado neste sábado, 19. Ele morreu na última sexta-feira, 18, devido aos ferimentos sofridos durante o desabamento. 

Lucky tinha 10 anos e era o único que estava no apartamento da família no momento do acidente
Lucky tinha 10 anos e era o único que estava no apartamento da família no momento do acidente (Foto: Neto Ribeiro/O POVO )

Após a notícia da morte do cão, a empresária Raissa Vasconcelos decidiu unir-se à rede de solidariedade formada em apoio às vítimas. Raissa diz ter pensado em como poderia colaborar para amenizar a dor da família, que já enfrenta tantas perdas. “A gente imagina o quanto eles devem estar sofrendo e esse seria mais um motivo para eles ficarem mais abalados. Pensamos em fazer essa doação para que o Lucky tenha um destino digno", afirma.

Diretora da empresa de cremação de animais Anjo Eterno Pet, Raissa entrou em contato com a família que cuidava do cachorro e ofereceu a doação de um funeral e de uma cremação para o animal. O velório começou às 9 horas deste sábado, 19, e ocorreu no espaço da própria empresa, localizada no Passaré. Estiveram presentes no momento da despedida a dona de Lucky, Kátia Ramos Nogueira, 40, a filha, Nayara, uma prima, uma amiga, o sogro, e a cunhada de Kátia

O processo de cremação foi realizado logo em seguida, e levou cerca de uma hora. Kátia optou por depositar as cinzas de Lucky em uma bio urna, caixa na qual as cinzas do animal são tratadas e preparadas com adubo e sementes prontos para plantar. A bio urna será plantada em um sítio da família onde o cão costumava passear. Lucky era o único no apartamento de Kátia no momento do desabamento. O cachorro tinha dez anos, idade considerada avançada para a espécie, e sofria com problemas como hérnia de disco e coração crescido.