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Fortaleza
NOTÍCIA

Segunda morte em desabamento em Fortaleza é confirmada; corpo ainda está nos escombros

Corpo de Bombeiros conta com 50 profissionais de resgate especializados em ocorrências em prédios colapsados

Rubens Rodrigues
07:45 | 16/10/2019
Resgate seguiu pela madrugada e deverá continuar durante todo o dia de hoje
Resgate seguiu pela madrugada e deverá continuar durante todo o dia de hoje (Foto: Demitri Túlio)

Atualizada às 9h50min

O Corpo de Bombeiros confirmou a segunda morte causada pelo desabamento do Edifício Andrea, no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. O corpo de uma mulher foi encontrado durante a madrugada e ainda está nos escombros. Conforme O POVO apurou, o local é escuro e a equipe de resgate ainda trabalha na operação de retirada. 

O número oficial é de dois mortos, nove pessoas resgatadas com vida e outras nove ainda desaparecidas. Além dos moradores, um trabalhador da área de manutenção de ar-condicionado e o zelador do prédio foram incluídos na lista de pessoas ainda não encontradas. Sete casas em que a Defesa Civil identificou rachaduras foram evacuadas.

O trabalho de buscas entrou por toda a madrugada e é continuado nesta manhã. Já são mais de 20 horas de trabalho. A remoção dos escombros deverá durar, no mínimo, sete dias. A primeira morte confirmada é de Frederick Santana dos Santos, 30 anos.

De acordo com o comandante Eduardo Holanda, do Corpo de Bombeiros, responsável pela operação de resgate, as equipes permanecem nos locais alarmados pelos cães como de possíveis vítimas.

"Estamos fazendo ainda usando ferramentas de baixo impacto, evitando o maquinário pesado porque pode trazer instabilidade para o local e consequentemente diminuir a possibilidade de resgatar as pessoas", afirmou.

"Durante a madrugada trabalhamos com mais bombeiros do que durante o dia (de ontem). Hoje vamos aumentar nosso poder operacional e só vamos parar a operação quando todas as vítimas forem resgatadas", continuou o responsável pela operação.

Ele explica que, como toda estrutura colapsada, são muitos detritos e escombros que atrapalham a visão dos profissionais de resgate. "É um trabalho manual. Não podemos usar máquinas. Por isso usamos muito da técnica dos nossos Bombeiros. Temos 50 bombeiros especializados em ocorrências desse tipo. Eles estão na linha de frente. A grande complexidade desse tipo de operação é que temos que ter muita paciência e técnica", conclui o comandante Eduardo Holanda.

Defesa Civil, Cruz Vermelha, um grupo da Igreja Universal e outros voluntários estão fazendo o trabalho mais próximo à população, recebendo doações. As equipes dos Bombeiros trabalham sobre os escombros. Nesta manhã, pelo menos três caminhões caçamba entraram para receber os escombros que estão sendo retirados.

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Com informações das repórteres Germana Pinheiro/O POVO CBN e Marcela Tosi/Especial para O POVO