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Apreensão de cocaína no Ceará cresce por três anos consecutivos; mais de 1,2 tonelada apreendida entre 2016 e 2019

10:06 | 10/08/2019
Policiais civis apreendem droga no Interior do Ceará
Policiais civis apreendem droga no Interior do Ceará (Foto: leitor via WhatsApp O POVO )

A apreensão de cocaína no estado do Ceará cresceu por três anos consecutivos. Em 2016 foram 339,80 quilos, 350,00 quilos em 2017 e 409,07 no ano de 2018. Em 2019, de janeiro a junho foram 197,76 quilos de droga. Um total de 1.296,63 quilos da droga apreendidos no período.  

Em 2018 o número de janeiro, por quilo de cocaína, era de 39,72, fevereiro (19,39), março (18,76), abril (50,54), maio (27,52), junho (51,44).

Já em 2019 o número foi de (23,37) janeiro, fevereiro (19,39), março (35,08), abril (42,76), maio (22,56), junho (42,49). Se comparado ao ano de 2018 houve uma queda de aproximadamente 4%.

No entanto o total mostra que houve um crescimento entre os números totais de janeiro a dezembro de 2017 em comparação a 2018 de aproximadamente 16%. Já do ano de 2016 em relação a 2017 o aumento foi tímido, de aproximadamente 3%.

Os dados utilizados pelo setor de estatísticas são referentes ao sistema de informações policiais que engloba os procedimentos da Polícia Civil como Boletim de Ocorrência, Termo Circunstanciado de Ocorrência e inquérito Policial. Não fazem parte desses dados as apreensões da Polícia Federal. 

Cocaína adulterada

Em junho deste ano O POVO Online publicou reportagem sobre as misturas feitas pelos traficantes de cocaína, que deixam a droga adulterada. A Cocaína no Ceará é tão adulterada que precisa de até três testes para ser identificada. Entre as misturas encontradas na cocaína que chega ao Ceará a Perícia Forense encontra desde bicarbonato de sódio, lidocaína, cafeína, amido, acetaminofeno e até lactose. 

Ceará na rota de tráfico internacional de drogas 

O Ceará tornou-se parte de uma rota de tráfico internacional de drogas por meio das organizações criminosas. O Atlas violência registrou a inclusão no estudo elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

De acordo com Atlas da Violência, a cocaína que vinha da Bolívia e do Peru chegava ao Acre, sendo transportada na rota do Rio Solimões, chegando depois no Nordeste, em particular ao Ceará e ao Rio Grande do Norte, para serem levadas à Europa.