UFC conquista 90ª carta-patente; instituição é a 13ª no ranking nacional
A pesquisa realizada é sobre um novo material cerâmico para o melhoramento da eficiência em dispositivos que operem na região de micro-ondas
Resumo
O projeto foi desenvolvido no laboratório Locem, liderado pelo professor Antônio Sérgio Bezerra Sombra, focando na tecnologia de micro-ondas
Com este registro, a UFC ocupa o 13º lugar no Brasil em patentes de invenção e é a quarta maior do Nordeste em número de depósitos
A instituição já acumula mais de 600 depósitos de propriedade intelectual, incluindo 50 novos pedidos realizados apenas em 2025
O Centro de Ciências é a unidade mais produtiva da universidade, somando 35 das 90 cartas-patente concedidas até o momento.
Com um novo material cerâmico para o melhoramento da eficiência em dispositivos que operem na região de micro-ondas, como antenas e radares, a Universidade Federal do Ceará (UFC) recebeu sua 90ª carta-patente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).
A pesquisa foi desenvolvida no Laboratório de Telecomunicações e Ciência e Engenharia de Materiais (Locem), tendo como inventor principal o professor Antônio Sérgio Bezerra Sombra, do Departamento de Física.
O título recebido confere direitos de propriedade industrial à universidade. Com ele, a UFC, segundo o INPI, ocupa o 13º lugar no ranking nacional de patentes de invenção depositadas e é a quarta universidade do Nordeste em número de depósitos.
Para se ter uma ideia, conforme dados da Coordenadoria de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia (Cpitt), vinculada à Agência de Inovação (UFC Inova), em 2025, a UFC realizou 50 depósitos, com 19 cartas-patentes concedidas.
Ao longo dos anos, foram mais de 600 depósitos relacionados à propriedade intelectual, incluindo patentes, desenho industrial e software.
Dentre as unidades acadêmicas da instituição, a que tem mais cartas-patente é o Centro de Ciências, com 35, seguido pelo Centro de Ciências Agrárias, com 27 e o Centro de Tecnologia, com 12.
Para a coordenadora da Cpitt, professora Cláudia do Ó Pessoa, esse resultado foi conquistado devido ao trabalho empregado pela universidade em todo o processo de gestão da inovação e da transferência de tecnologia.
“Esse trabalho é sustentado por um corpo técnico qualificado, que atua ativamente na disseminação da importância da proteção da propriedade intelectual das pesquisas e tecnologias geradas no âmbito da UFC”, destacou.