Ceará ocupa o 3º lugar de MEIs no Nordeste e o 10º no Brasil

Ceará ocupa o 3º lugar de MEIs no Nordeste e o 10º no Brasil, diz pesquisa

O Estado tem o terceiro maior percentual do Nordeste em relação à quantidade total de MEIs, ficando atrás somente da Bahia e de Pernambuco
Atualizado às Autor Isabella Pascoal Tipo Notícia

Durante o mês de janeiro de 2026, o Ceará teve participação de 462,8 mil microempreendedores individuais (MEIs), o que representa 2,84% dos 16,3 milhões do Brasil. Esse número colocou o Estado como 3º lugar no Nordeste e o 10º nacionalmente.

Dentro da região, que apresenta a quantidade total de MEIs de 2,7 milhões, o percentual do Ceará é o terceiro maior, ficando atrás da Bahia, com 5,03% (821,02 mil), e de Pernambuco, com 3,05% (497,9 mil).

Abaixo, ranking de MEIs da Região Nordeste:

  • Bahia (BA): 821.021 – 5,03%
  • Pernambuco (PE): 499.484 – 3,05%
  • Ceará (CE): 462.879 – 2,84%
  • Paraíba (PB): 211.688 – 1,30%
  • Rio Grande do Norte (RN): 191.664 – 1,17%
  • Maranhão (MA): 187.672 – 1,15%
  • Alagoas (AL): 152.223 – 0,93%
  • Piauí (PI): 123.091 – 0,75%
  • Sergipe (SE): 108.027 – 0,66%

Já em relação aos 26 estados do País, mais o Distrito Federal, o Ceará está em 10º lugar no ranking, que é liderado por São Paulo (27,87% do total nacional), seguido por Minas Gerais, com 10,91%, e Rio de Janeiro, com 10,61%. Amapá tem a menor quantidade de MEIs: 27,5 mil (0,17%).

Os números estão apresentados no Enfoque Econômico (Nº 312 – Janeiro/2026) – Perfil do Microempreendedor Individual (MEI) no Ceará: Análise dos Dados Administrativos de 2026.

O levantamento foi publicado pela Diretoria de Estudos Sociais (Disoc), que tem como titular o professor José Meneleu Neto, do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), e analisa dados fornecidos pela Receita Federal.

MEIs no Ceará: divisão por gênero

Mulheres e homens estão representados de forma relativamente equilibrada entre os filiados ao MEI no Ceará, de acordo com a pesquisa.

Os dados apresentam que 55,12% dos dados correspondem a homens (254.447) e 44,87% a mulheres (207.141).

Ao que se refere à distribuição das atividades segundo o gênero, João Victor Batista, autor e assessor técnico, observa a concentração de determinados ramos em um ou outro.

"Entre os MEIs do sexo masculino, destacam-se as seções de construção, com 19.260 registros (92,34% de homens), transporte, armazenagem e correio, com 41.802 (90,79%), e água, esgoto, gestão de resíduos e descontaminação, com 872 (78,56%)", analisa.

Já entre os MEIs do sexo feminino, sobressaem serviços domésticos, com 3.790 registros (92,37% de mulheres), saúde humana e serviços sociais, com 1.465 (84%), e outras atividades de serviços, com 29.788 (62,40%).

Na visão do assessor, essa distribuição sugere a persistência de uma segmentação ocupacional associada a construções sociais de gênero e reflete a existência de categorias de serviços tradicionalmente atribuídas a homens e mulheres.

Sessões do comércio com maiores registros

No agregado, as seções que concentram o maior montante no MEI são comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas, com 161.164 registros (34,92%), alojamento e alimentação, com 53.536 (11,60%), e outras atividades de serviços, com 47.736 (10,34%).

Segundo Batista, esses dados indicam que os microempreendedores cearenses estão majoritariamente inseridos no setor de serviços da economia, com especial destaque para o comércio.

Distribuição por faixa etária

Segundo o estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2023, entre os MEIs formalizados em 2014, apenas 51,6% permaneciam ativos após cinco anos.

O trabalho também evidencia que, quanto mais jovem o empreendedor individual, menores tendem a ser as chances de sobrevivência do empreendimento.

Indivíduos entre 31 e 40 anos compõem a maior parcela dos MEIs no Ceará, com 30,12% das inscrições, seguidos pelos grupos de 41 a 50 anos (24,39%) e de 21 a 30 anos (19,67%).

Abaixo a lista das MEis por faixa etária

  • 16–17 anos; 19 – 0,004%
  • 18–20 anos; 3.792 – 0,819%
  • 21–30 anos; 91.054 – 19,671%
  • 31–40 anos; 139.419 – 30,120%
  • 41–50 anos; 112.884 – 24,387%
  • 51–60 anos; 76.181 – 16,458%
  • 61–70 anos; 33.014 – 7,132%
  • Acima de 70 anos; 6.516 – 1,408%
  • Total; 462.879 – 100%

O autor do trabalho explica que essa distribuição, sugere que o perfil dos registros do MEI no estado é composto, em sua maioria, por trabalhadores de maior faixa etária.

Conforme Batista, isso pode refletir, ao menos em parte, processos de adaptação ocupacional observados no período pós-2020, associados à deterioração do mercado de trabalho formal.

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