Pequenos provedores falam em alta de mais de 170% no preço da fibra óptica
Esse aumento ocorre, conforme as entidades do setor de telecomunicações, devido à política antidumping aplicada às importações chinesas
Entidades representativas do setor nacional de telecomunicações lançaram manifesto se queixando das medidas antidumping Aplica tarifas adicionais (impostos antidumping) sobre esses produtos importados, nivelando os preços para garantir uma concorrência justa e proteger a produção nacional de danos ou risco de danos aplicadas pelo Governo Federal aos cabos de fibra óptica importados da China.
Segundo eles, a prática pode aumentar em mais de 170% o custo do produto para serviços de telecomunicações de pequeno porte do Brasil.
A ação foi realizada a partir de uma resolução do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) publicada no dia 22 de dezembro.
Ela determina que, por um prazo de até cinco anos, os cabos de fibra óptica importados para o Brasil terão em seu valor um acréscimo de US$ 2,42 por quilo vendido, para evitar danos à indústria doméstica.
Entretanto, a Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp) e a Associação Brasileira dos Operadores de Telecomunicações e Provedores de Internet (Abramulti), comentam que esse aumento no valor pode impactar a aquisição de insumos essenciais à expansão da conectividade no Brasil.
Além do aumento do custo para os pequenos provedores, eles ainda destacam que o preço de equilíbrio de todos os cabos de fibra óptica comercializados no Brasil pode aumentar em cerca de 50%.
Leia mais
As entidades dizem não serem a favor do dumping e que estão, junto a outras autoridades, analisando o interesse público, mas alertam sobre como esses preços podem repercutir sobre a sustentabilidade das operadoras de menor porte e na conectividade de regiões menos favorecidas e populações vulneráveis.
Além disso, citam potenciais impactos negativos sobre as políticas públicas do Governo Federal, como os programas voltados à conectividade de escolas, como o Aprender Conectado, e as obrigações associadas à infraestrutura de conectividade do 5G.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) foi contatado pelo O POVO para se posicionar sobre esses impactos ao desenvolvimento nacional apresentados pelas entidades. A matéria será atualizada quando houver retorno.
Tenha acesso a mais conteúdo em nossos canais!
Mais notícias de Economia
O Povo Acompanhe mais notícias de Economia no Linkedin do O POVO
Siga o canal de Economia no WhatsApp para ficar bem informado