Maior produtor do Brasil: CE ultrapassa 69 mil toneladas de castanha em 2025

Maior produtor do Brasil: CE ultrapassa 69 mil toneladas de castanha em 2025

Entretanto, o cultivo do produto no Estado registrou queda 32,03% em relação à safra obtida em 2024 (101.928 t), devido à redução do rendimento mensal
Atualizado às Autor Maria Clara Moreira Tipo Notícia

O Ceará produziu, em 2025, mais de 69 mil toneladas (t) de Castanha-de-caju, sendo o maior produtor do Brasil. Entretanto, o cultivo do produto no Estado registrou queda 32,03% em relação à safra obtida em 2024 (101.928 t).

Os dados fazem parte do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 15.

Segundo o apresentado na pesquisa, a redução na produção da castanha ocorreu devido ao rendimento mensal afetado, por exemplo, pelas chuvas.

"A cultura (da castanha) permaneceu extremamente dependente das condições de chuva no semiárido, em especial quanto a sua regularidade e distribuição durante o florescimento e o enchimento dos frutos. Em 2025, eventos de estiagem e irregularidade pluviométrica em etapas críticas do ciclo produtivo, em grande parte do Nordeste, foram responsáveis pelo menor pegamento de frutos", explicou o estudo.

 

Considerando a safra total de cereais, leguminosas e oleaginosas, que inclui, dentre vários produtos, o feijão, café, milho, entre outros. O cenário cearense também foi negativo, com uma safra 25,25% menor do que a de 2024, passando de 525.197 t para 392.602 t.

Queda também foi observada nas frutas frescas (1.826.720 t) e ração animal (1.864.149 t), que diminuíram em 9,76% e 21,39% a produção que havia sido de 2.024.318 t e 2.371.298 t em 2024

Em contrapartida, frutos com rendimento em mil, tubérculos e raízes, horticultura e outros produtos tiveram altas. Confira quanto a produção de cada um aumentou em relação a 2024. 

  • Tubérculos e raízes: 14,86% (1.148.541 t)
  • Horticultura: 9,27% (451.038 t)
  • Frutos com rendimento em mil: 4,02% (588.456 mil frutos)
  • Outros produtos: 1,73% (557.020 t)

Cenário nacional

Diferente do observado no Ceará, a safra nacional de grãos (cereais, leguminosas e oleaginosas) de 2025 atingiu 346,1 milhões de toneladas, um recorde na série histórica iniciada em 1975.

A produção de soja (166,1 milhões de toneladas), milho (141,7 milhões de toneladas), algodão (9,9 milhões de toneladas), sorgo (5,4 milhões de toneladas) e café do tipo canephora (1,3 milhão de toneladas) também quebrou recordes.

A área colhida em 2025 foi estimada em 81,6 milhões de hectares, com aumento de 3,2% (ou 2,5 milhões de hectares) frente a 2024. Contribuíram para isso os acréscimos de 5,7% na área plantada do algodão, de 11,1% para o arroz, de 3,7% para a soja, de 4,3% para o milho e de 15,6% no sorgo. Em contrapartida, houve reduções de 7,2% na área do feijão e de 18,2% na do trigo.

A safra de 2025 teve um aumento de 18,2% frente a produção de 2024. Na série histórica do IBGE, observa-se que esses 346,1 milhões de toneladas de grãos representam mais que o dobro da produção atingida em 2012 (162,0 milhões de toneladas). Ou seja: em 13 anos, a produção de grãos do país mais do que duplicou.

Para Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura do IBGE, “os ganhos de produtividade das lavouras são frutos de anos de trabalho de pesquisa de instituições como a Embrapa, que desenvolveu vaidades adaptadas aos diversos biomas brasileiros. Esses ganhos também se devem às decisões dos produtores rurais, de investirem cada vez mais em tecnologias avançadas, visando alcançar o máximo do potencial produtivo das plantas”.

Para 2026, entretanto, o prognóstico do IBGE é que a safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas, tenha uma retração de 1,8%, chegando a 339,8 milhões de toneladas, ou 6,3 milhões de toneladas a menos do que a safra de 2025.

“Como safra de 2025 foi muito boa para esses produtos (milho, sorgo e arroz), partimos de um patamar elevado de comparação, algumas dessas culturas ainda serão implantadas na segunda safra, então dependemos da janela de plantio e das condições climáticas para termos estimativas mais apuradas", coementou.

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