Vale-refeição cobriu apenas 13 dias úteis no Ceará, diz levantamento
Cobertura ainda é maior que a média no Brasil, calculada em somente dez dias, em levantamento feito sobre o benefício ao longo do ano passado
Resumo
Gasto médio mensal por trabalhador é de R$ 420,25
Gasto médio por transação é de R$ 31,62
Trabalhadores adaptam o consumo à verba disponível
Cobertura no Ceará é superior à média nacional (10 dias úteis)
Estudo é da Pluxee, empresa de benefícios.
Alvo recente de mudanças na operação do benefício, o vale-refeição se mostrou insuficiente para atender as necessidades dos trabalhadores do Ceará em 2025, segundo indica um estudo feito nacionalmente. Isso porque o valor médio de R$ 503,11 pago pelas empresas consegue cobrir apenas 13 dias úteis do mês.
Na prática, o gasto médio mensal dos empregados no Estado chega a R$ 31,62 por transação, implicando total de R$ 420,25. No ambiente digital, o valor salta para R$ 50,53.
O canal de compra, no entanto, não interfere no prazo máximo de duração do benefício, segundo o estudo.
Ou seja, o trabalhador se adapta e quando se gasta mais em um dia, se compra menos nos demais. O comportamento indica uma adaptação dos hábitos, segundo a Pluxee, empresa global especializada em benefícios e engajamento de colaboradores e responsável pelo levantamento.
“Os dados reforçam a necessidade de que as empresas estejam atentas ao cenário econômico, aos hábitos de consumo e às novas expectativas dos profissionais para oferecer benefícios alinhados à realidade atual e capazes de fortalecer vínculos mais sustentáveis e duradouros”, afirma Antônio Alberto Aguiar (Tombé), diretor executivo de Estabelecimentos da Pluxee.
Média nacional ainda menor
A cobertura identificada no Ceará, no entanto, ainda é superior à média nacional, segundo a empresa. No Brasil, o valor do vale-refeição foi suficiente para apenas dez dias no ano passado. Igual quantidade de dias observada em 2024.
“Entre os usuários da Pluxee, o gasto médio por transação foi de R$ 42,81, totalizando um desembolso de cerca de R$ 568,52 mensais em 2025, indicando um esforço consciente para esticar o saldo mensal — seja reduzindo a frequência das refeições fora de casa ou optando por opções mais acessíveis”, acrescenta a nota.
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O comportamento dos usuários indica um controle de gastos, a partir da fidelidade em estabelecimentos de preços mais acessíveis ou praticidade no dia a dia, uma vez que 49% deles utilizaram o benefício em apenas três estabelecimentos ao longo do mês, e 24% concentraram seu uso em até seis locais.
“Mais do que um apoio financeiro, o vale-refeição é um símbolo concreto de cuidado e valorização por parte das empresas. Em um contexto marcado por alta rotatividade, diferentes gerações no ambiente de trabalho e maior foco no bem-estar, garantir a efetividade desse benefício é fundamental para engajar os colaboradores de forma genuína”, acrescenta Tombé.