Turismo do Ceará tem o melhor resultado do Nordeste em 2025

Turismo do Ceará tem o melhor resultado do Nordeste em 2025

No comparativo mensal, entretanto, o desempenho turístico do Estado registrou uma queda de 1,7%, segundo pesquisa divulgada pelo IBGE
Atualizado às Autor Maria Clara Moreira Tipo Notícia

O Ceará, apesar de apresentar o pior desempenho do Nordeste no volume de atividades turísticas na passagem de outubro para novembro, com índice de -1,7%, quando se somam todos os 11 meses de 2025, o resultado ainda é de liderança local. Foi o percentual mais alto da Região, dentre todos os nove estados, no período, com alta de 7,9%.

A taxa foi 2,9 ponto percentual (p.p.) maior que a do Brasil (5%). Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Confira o desempenho da atividade turística das Unidades Federativas (UFs) incluídas no estudo, no acumulado de 2025:

  • Amazonas: 12,4%
  • Rio Grande do Sul: 12,3%
  • Rio de Janeiro: 10%
  • Pará: 8,4%
  • Ceará: 7,9%
  • Bahia: 7,2%
  • Paraná: 5,5%
  • Rio Grande do Norte: 5,1%
  • Distrito Federal: 4,7%
  • Espírito Santo: 4,6%
  • São Paulo: 4,5%
  • Pernambuco: 3,8%
  • Santa Catarina: 2,5%
  • Goiás: 1,4%
  • Alagoas: 0,7%
  • Mato Grosso: - 1,4%
  • Minas Gerais: - 3,9%

Ainda no comparativo anual, entre novembro de 2024 e de 2025, a tendência de aumento também foi observada, com crescimento de 5,4%. O segundo maior do Nordeste no recorte. Sobre a receita nominal, no ano, houve um acréscimo de 14,2%.

Serviços também recuam no mês, mas mantém crescimento anual

Outro ponto investigado pela pesquisa é o volume de serviços, que apresentou uma alta de 3,1% no acumulado de 2025 até novembro na comparação com igual período de 2024. Ficou acima do nacional (2,7%).

A taxa positiva do semestre não foi acompanhada por apenas uma atividade de divulgação: serviços profissionais, administrativos e complementares (-3,6%). As demais registraram crescimento:

  • Outros serviços: 17,1%
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: 7,3%
  • Serviços prestados às famílias: 2,7%
  • Serviços de informação e comunicação: 2,3%

Confira a variação observada no setor das UFs em 2025:

  • Distrito Federal: 7,6%
  • Paraíba: 5,8%
  • Mato Grosso do Sul: 5,7%
  • Sergipe: 4,7%
  • Rondônia: 4,5%
  • São Paulo: 4,1%
  • Santa Catarina: 3,7%
  • Rio Grande do Norte: 3,5%
  • Mato Grosso: 3,4%
  • Tocantins: 3,4%
  • Ceará: 3,1%
  • Maranhão: 3%
  • Goiás: 2,6%
  • Paraná: 2,5%
  • Amapá: 2,1%
  • Alagoas: 1,7%
  • Pará: 1,6%
  • Rio de Janeiro: 1,5%
  • Espírito Santo: 1,3%
  • Minas Gerais: 0,3%
  • Pernambuco: 0,3%
  • Roraima: 0,2%
  • Amazonas: - 1%
  • Bahia: - 1,3%
  • Piauí: - 1,6%
  • Acre: - 3,3%
  • Rio Grande do Sul: - 4,6%

No comparativo mensal, entretanto, o índice apresentou um recuo de 0,5%, tendo o quarto pior desempenho do Nordeste no recorte. 

Cenário nacional

Em novembro de 2025, o volume de serviços do Brasil se manteve estável (-0,1%), na série com ajuste sazonal e interrompeu uma sequência de nove resultados positivos, período em que acumulou um ganho de 3,8%.

Com isso, o setor se encontra 20% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e opera 0,1% abaixo do recorde da série histórica, alcançado em outubro de 2025. O gerente da PMS, Rodrigo Lobo, explica, inclusive, que o desempenho estável do mês se deu ao "patamar elevado" no qual o setor estava operando.

“O resultado reflete uma certa manutenção do setor de serviços em patamares elevados, já que no mês anterior o setor havia alcançado o topo da sua série histórica, iniciada em janeiro de 2011", destacou.

Duas das cinco atividades de serviços pesquisadas mostraram queda no recorte: transportes (-1,4%) e informação e comunicação (-0,7%). Por outro lado, os profissionais e administrativos (1,3%) e os outros serviços (0,5%) registraram avanços. Já os serviços prestados às famílias (0,0%) ficaram estáveis neste mês.

Já no acumulado até novembro de 2025, o setor nacional cresceu 2,7%, com taxas positivas em quatro das cinco atividades. As contribuições positivas mais importantes vieram do setor de informação e comunicação, que cresceu 5,4%. 

Os demais avanços vieram dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,5%); dos profissionais, administrativos e complementares (2,4%); e dos prestados às famílias (0,9%). Em sentido oposto, os outros serviços (-0,9%) exerceram a única influência negativa do período.

Sobre as atividades turísticas, o índice de novembro teve variação positiva de 0,2% em comparação ao mês anterior, sendo o quarto resultado positivo seguido, período em que acumulou um ganho de 2,4%. No comparativo ano anual também houve alta, com 2,1%.

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