Cinturão Digital terá velocidade duplicada e novo leilão em 2026, diz Etice

Cinturão Digital terá velocidade duplicada e novo leilão em 2026, diz Etice

Objetivo é terminar o próximo ano com uma capacidade de 400 Gpbs e oferecer mais pares de fibra óptica para diversos segmentos a serem desenvolvidos no Estado

A Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice) vai aplicar R$ 12 milhões para, ao término de 2026, ter a velocidade do Cinturão Digital saltando de 200 gigabits por segundo (Gbps) para 400 Gpbs. Além disso, estuda um novo modelo de leilão para os sete pares de fibra óptica ainda ociosos, como contou com exclusividade ao O POVO Hugo Figueirêdo, presidente da estatal.

Hoje, o Cinturão Digital conta com 6 mil quilômetros de fibra óptica ao longo de 140 municípios cearenses. Ao todo, são 12 pares de fibra no percurso, dos quais apenas cinco são "iluminados". Dois pares são utilizados pela própria Etice, que atende órgãos públicos estaduais e municipais; dois são da Enel Ceará e um par é utilizado pelas empresas que venceram o primeiro leilão de concessão, feito em 2015.

No projeto de duplicação da velocidade, detalha Figueirêdo, os R$ 12 milhões são compostos por recursos vindos desta concessão e por aportes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o qual tem uma parceria com a Etice para o desembolso de R$ 30 milhões até 2027.

Com maior velocidade, o objetivo é dar maior agilidade aos serviços prestados pela própria Etice quanto aos parceiros e ancorar os planos de ampliação. "A gente tem planejado crescer nos próximos anos e devemos atender três ou quatro municípios por ano, buscando fechar os anéis de redundância", projetou o presidente da empresa.

Novo leilão do Cinturão

Os sete pares de fibra sem uso serão o objetivo do novo leilão, que é alvo de um estudo feito em parceria com o BID e o Banco Mundial. A meta, diz Figueirêdo, é concluir a modelagem do certame e o termo de referência do edital até o meio de 2026 e, na segunda metade do ano, realizar o leilão.

Perguntado sobre o foco dessa nova etapa, ele pondera que "tudo vai depender do que a modelagem disser", mas não acredita que seja feita a concessão para provedoras como foi em 2015.

"O mercado mudou e estamos em um outro ambiente de negócios. Essa modelagem para os novos pares de fibra já vai nos orientar de onde vem essa próxima demanda. Mas temos recebido consultas de pessoal muito entusiasmado com essa possibilidade", avaliou, citando investidores do mercado de data centers.

A ideia de interiorizar a instalação desses equipamentos já foi anunciada pela Etice e é encarada como um dos objetivos estratégicos do governo cearense, de acordo com Figueirêdo. Nisso, o Cinturão Digital surge como infraestrutura-chave para dar suporte à operação.

Mais possibilidades surgem com os focos da empresa para 2016, com atendimento para o processamento de inteligência artificial e mineração de criptomoedas.

Simultaneamente, ele diz avaliar o modelo da primeira concessão, o qual considera de retorno financeiro "não muito interessante para o Estado", mas de impacto econômico gigantesco pelo "boom" dos provedores regionais no Ceará. Arrematado pelo consórcio composto, na época, por Brisanet, Wirelink e Mob Telecom - as duas últimas associadas no que foi a Aloha Fibra e, atualmente, é a Giga+ Fibra - entra, em 2026, nos últimos cinco anos de operação.

O trabalho desempenhado pelas três provedoras consistiu na terceirização dos pares de fibra óptica em cidades onde não havia fibra. Isso fez com que o Ceará saltasse no ranking de estados com maior número de conexões em fibra óptica e deu suporte para criar gigantes do setor.

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