Bradesco e Americanas selam acordo sobre fianças, diz jornal
Segundo as fontes, o Bradesco tinha cerca de R$ 600 milhões em fianças concedidas à Americanas
O Bradesco e a Americanas selaram um acordo para que seja encerrada a discussão sobre o tratamento de créditos referentes a fianças bancárias na recuperação judicial da companhia. A informação é do Estadão/Broadcast.
Segundo o próprio, o interesse por um acordo foi o motivador do pedido. Além disso, afirmaram que, de acordo com fontes, o banco tinha cerca de R$ 600 milhões em fianças concedidas à Americanas.
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Assim, a divisão era um dos pontos que impedia as negociações entre a rede de varejo e os credores e, portanto, dificultava a recuperação judicial. Dessa forma, o acordo indica uma maior proximidade da finalização do novo texto, conforme apurou o jornal.
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Americanas refuta argumentações de ex-CEO e volta a acusar Miguel Gutierrez
A Americanas já havia refutado, no início de setembro, as argumentações do ex-CEO da empresa, Miguel Gutierrez, apresentadas em processo judicial movido pelo Bradesco contra a Americanas. A varejista afirma ainda que o executivo tem responsabilidade direta na fraude nas contas da empresa.
Em nota à imprensa, a companhia destaca que o ex-dirigente da Americanas não apresentou contraprovas, em nenhum momento, para os documentos e fatos apresentados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no dia 13 de junho de 2023, que demonstram a sua participação na fraude.
"O mesmo se deu com os demais órgãos competentes que atuam nas investigações do ocorrido e que já acataram e homologaram delações premiadas de ex-executivos da companhia", afirma a empresa.
A Americanas reforça ainda que foi a única parte a apresentar provas no âmbito do processo judicial e reitera a afirmação sobre a fraude e a responsabilidade direta do ex-CEO a partir da exposição de novas evidências apresentadas nesta manifestação.
Além disso, a varejista diz que o arquivo digitalizado com anotações de próprio punho de Miguel Gutierrez, localizadas em equipamento eletrônico da companhia por ele utilizado, apontam a existência de duas versões dos demonstrativos da Americanas, uma de uso interno da antiga diretoria e outra destinada ao Conselho de Administração.
Segundo a empresa, o e-mail enviado por Miguel Gutierrez aos ex-diretores tem orientações para que não fossem levadas, em reunião com Sérgio Rial, respostas a dúvidas sensíveis em relação ao quarto trimestre e endividamento da companhia.
Ainda no e-mail enviado pelo ex-CEO aos ex-diretores envolvidos na fraude, Gutierrez reclama do "mar de comentários", referindo-se a diligentes questionamentos dos membros do Comitê de Auditoria, em linha com as boas práticas de governança recomendadas.
Assim, a empresa cita ainda que outra argumentação sem fundamento apresentada é a de que os órgãos sociais deliberavam sobre questões estratégicas da Americanas sem conhecimento e participação do ex-CEO Miguel Gutierrez.
"Esta falsa afirmativa cai por terra diante de mensagem sobre ações do Comitê Financeiro, assim como de agendas de reuniões do conselho, que mostram que o senhor Miguel Gutierrez era ativo na gestão da companhia, como é de se esperar de qualquer presidente de empresa", diz.
Por isso, a varejista reitera que tanto as afirmações supracitadas quanto as evidências que as certificam constam da petição protocolada em resposta ao agravo em processo judicial de autoria do Bradesco e lamenta a posição da instituição financeira, não compartilhada pelos demais bancos credores da companhia, que seguem empenhados num consenso ao Plano de Recuperação Judicial.
*Com informações da Agência Estado
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