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Puxado por combustíveis, inflação na Grande Fortaleza tem alta de 1,69%

Mas todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta no mês de março, de acordo com levantamento do IBGE
16:18 | Abr. 08, 2022
Autor Irna Cavalcante
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Irna Cavalcante Repórter no OPOVO
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Tipo Notícia

A região metropolitana de Fortaleza fechou o mês de março com alta de 1,69% na inflação. O percentual que ficou acima da média brasileira (1,62%) é 0,92 ponto (p.p.) acima da taxa de 0,77% de fevereiro. Os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foram divulgados nesta sexta-feira, 8, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Nos três primeiros meses do ano, o IPCA acumula alta de 3,21% e, nos últimos 12 meses, de 11,31%, acima dos 10,25% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

 

 

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Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em março. A maior variação (3,85%) e o maior impacto (0,76 p.p.) vieram dos Transportes, que aceleraram na comparação com o resultado de fevereiro (0,53%).

De acordo com a pesquisa, o resultado foi influenciado, principalmente, pela alta nos preços dos combustíveis (7,87%), em particular, o da gasolina (7,89%), subitem com maior impacto individual (0,54 p.p.) no índice do mês. Cabe lembrar que, no dia 11 de março, o preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras foi reajustado em 18,77%. Além disso, houve altas nos preços do gás veicular (0,29%) e do óleo diesel (9,86%).

Serviços como o transporte por aplicativo (7,40%), o seguro voluntário de veículo (8,48%) e o conserto de automóvel (2,75%) também registraram alta Os automóveis novos (1,56%) e usados (1,99%) também apontaram variações maiores que as do mês anterior (0,26% e 0,76%, respectivamente).

Alimentação também está 2,02% mais cara

Na sequência, veio o grupo Alimentação e bebidas, com alta de 2,02% e 0,48 p.p. de impacto. Juntos, os dois grupos contribuíram com cerca de 73% do IPCA de março. Além deles, houve aceleração também nos grupos Habitação (1,33%), Artigos de Residência (1,05%) e Saúde e cuidados pessoais (1,04%). Os demais ficaram com variação de preços de até 0,50%.

Já a aceleração em Alimentação e bebidas (2,02%) decorre, principalmente, da alta nos preços dos alimentos para consumo no domicílio (2,68%). A maior contribuição (0,07 p.p.) dentro do grupo veio do pão francês, cujos preços subiram 4,92% em março. Além disso, foram registradas altas em diversos produtos, como a cenoura (27,86%), que acumula alta de 169,19% em 12 meses, o cebola (16,48%), o tomate (12,28%), o óleo de soja (10,67%) e os tubérculos raízes e legumes (14,53%).

Na alimentação fora do domicílio, observou-se deflação (-0,11%), puxada pela variação negativa da refeição (-0,93%).

Outro grupo a acelerar na passagem de fevereiro para março foi Habitação, com alta de 1,33%. Os destaques das variações dos preços desse grupo foram: gás de botijão (5,61%), água sanitária (2,41%), cimento (2,05%) e detergente (2,01%).

No Brasil

No Brasil, todas as áreas pesquisadas tiveram alta em março. A maior variação ocorreu na região metropolitana de Curitiba (2,40%), onde pesaram as altas da gasolina (11,55%), do etanol (8,65%) e do ônibus urbano (20,22%). Já a menor variação foi registrada no município de Rio Branco (1,35%), onde houve queda nos preços das passagens aéreas (-11,33%) e do frango inteiro (-2,10%).

Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados entre 26 de fevereiro e 30 de março de 2022 (referência) com os preços vigentes entre 29 de janeiro e 25 de fevereiro de 2022 (base). O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.

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