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Número de pessoas trabalhando no Ceará é o maior desde começo da pandemia

A taxa de desocupação no Ceará reduziu para 12,4% no terceiro trimestre de 2021 após incremento de 210 mil trabalhadores no mercado formal e informal de trabalho
09:36 | Nov. 30, 2021
Autor Alan Magno
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Alan Magno Estagiário de jornalismo
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Tipo Notícia

A taxa de ocupação no Ceará durante o terceiro trimestre deste ano atingiu o índice de 46,7% da população apta ao trabalho. Resultado é o maior patamar registrado desde o segundo trimestre de 2020, quando os impactos econômicos da pandemia começaram a ser observados em larga escala. Ao todo, foram registrados 3,5 milhões de cearenses trabalhado entre julho e setembro, considerando o mercado informal e formal de trabalho.

As informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada na manhã desta terça-feira, 30 de novembro. Os dados consolidados pelos Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) expressam informações coletadas entre julho e setembro deste ano e destacam a continuidade da retomada econômica no Estado.

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A taxa de desocupação no Ceará saiu de 15,1% no trimestre entre abril e junho para 12,4% no terceiro trimestre de 2021 após incremento de 210 mil trabalhadores no mercado formal e informal de trabalho. Das 3,5 milhões de pessoas ocupadas no Estado. 1.039.500 pessoas encerram o mês de setembro de 2021 trabalhando por como conta própria, número representa 29,7% do total de trabalhadores cearenses. 

O saldo de trabalhadores com carteira assinada no Estado no terceiro trimestre do ano ano foi de 1,62 milhão de pessoas, o equivalente a 46,3% do total de trabalhadores registrado no período no Ceará.

Com relação ao número de trabalhadores informais no Estado, o IBGE destaca que 53,2% dos trabalhadores cearenses no terceiro trimestre do ano estavam em informalidade, isso significa que dos 3,5 milhões de trabalhadores registrados no período, 1.862.000 estavam no mercado informal de trabalho.

Maiores contratações

Conforme levantamento do IBGE, todos os setores da economia cearense registraram aumento nas contratações de novos funcionários. O segmento de alojamento e alimentação encerrou o terceiro trimestre do ano ocupando 241 mil pessoas enquanto área de serviços empregou 179 mil cearenses.

Entre julho e setembro de 2021, os setores que mais contrataram no Estado foram a construção civil e a indústria. Nesses três meses, o setor da construção civil contratou 68.782 pessoas, chegando a um patamar de 289 mil trabalhadores, um salto de 23,8% com relação ao trimestre imediatamente anterior.

Sendo a área com maior número de contratações, o setor industrial contratou 89.800 pessoas entre julho e setembro deste ano. Com os novos funcionários, segmento encerrou o terceiro trimestre empregando 449 mil pessoas, um salto de 20% com relação ao trimestre entre abril e junho.

Rendimento médio mensal dos cearenses

O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas no Ceará aumentou R$ 24 na passagem do segundo para o terceiro trimestre do ano. Em setembro, o valor médio somando todas as rendas relacionados ao trabalho, seja formal ou informal, obtido pelos trabalhadores cearenses era de R$ 1.747 enquanto no trimestre encerrado julho foi de R$ 1.723.

Contudo, pela média ser calculada considerando o valor máximo e mínimo, tal valor não reflete a realidade prática de todos os trabalhadores do Ceará. Ainda no dia 19 de novembro, o IBGE mostrou que enquanto a parcela mais pobre do Estado vive com renda média mensal de R$ 314, o grupo de mais ricos, representando não mais do que 1% da população do Ceará, detinha rendas mensais acima de R$ 12 mil durante todo o ano de 2020, em meio à crise sanitária da Covid-19.

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